Costarriquenhos são recebidos como heróis em Santos

Centenas de admiradores e jornalistas se aglomeravam enquanto os próprios jogadores se amontoavam nas janelas, do lado de dentro do ônibus, para registrar com suas câmeras a recepção dos santistas

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30 JUN 201423h54

A seleção da Costa Rica está longe de seu país, mas pode dimensionar o tamanho de seus feitos pela forma que tem sido recebida pelas pessoas de Santos.

Nesta segunda-feira, por volta das 21h30, o ônibus que trouxe a delegação do aeroporto de Congonhas para a Baixada Santista chegou à porta do hotel em que estão hospedados desde a fase de treinos da Copa do Mundo. Centenas de admiradores e jornalistas se aglomeravam enquanto os próprios jogadores se amontoavam nas janelas, do lado de dentro do ônibus, para registrar com suas câmeras a recepção dos santistas.

Aos gritos de “É Costa Rica!”, um a um, jogadores e comissão técnica foram descendo. Com sorrisos largos nos rostos, muitos acenaram, deram autógrafos, tudo sem deixar de filmar, talvez para um dia mostrar a amigos conterrâneos.

Grande destaque da classificação às quartas de final da Copa do Mundo com uma vitória nos pênaltis após o empate em 1 a 1 no tempo normal e na prorrogação contra a Grécia, o goleiro Keilor Navas enalteceu o carinho recebido pelos fãs.

A seleção da Costa Rica está longe de seu país, mas pode dimensionar o tamanho de seus feitos pela forma que tem sido recebida pelas pessoas de Santos (Foto: Tiago Salazar/DL)

“Sim, esse incentivo vai ajudar a ganhar”, avisou, sem mostrar medo dos holandeses, adversários na próxima fase. “O time está tranquilo (para o jogo contra a Holanda)”.

Questionado se Navas era o melhor goleiro do Mundial até o momento, o auxiliar técnico e ex-atacante da Costa Rica, Paulo Wanchope, não hesitou. “O melhor. Navas é o melhor”.

Jogador da Costa Rica na Copa de 2006 e responsável por bater o quinto e último pênalti contra os gregos, o experiente zagueiro Michael Umaña destacou a importância do resultado inédito para o pequeno país da América Central.

“Muito contente pelo meu país, pela minha equipe, muito feliz por estar nas quartas de final”, comentou, antes de ser mais um a agradecer a recepção calorosa. “Estamos muito agradecidos com as pessoas daqui de Santos, muito felizes”, finalizou.

Nesta terça-feira pela manhã o técnico Jorge Luis Pinto já comanda um treino na Vila Belmiro. A imprensa terá acesso apenas aos primeiros 15 minutos. O foco agora é na seleção da Holanda, que eliminou os mexicanos também no domingo.

O confronto está marcado para o próximo sábado, na Fonte Nova, em Salvador (BA), as 17 horas.