Gabriel Medina e sua pranchas / Reprodução
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Durante as primeiras sessões no mar, o iniciante costuma acreditar que o mais importante é aprender a ficar em pé.
Mas, na prática, o que define a evolução vem antes disso. A prancha. Escolher o modelo errado não só dificulta a remada, como reduz o número de ondas surfadas e torna o aprendizado mais lento.
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É por isso que, entre especialistas e fabricantes, existe um consenso: no início, a prioridade não é performance, mas estabilidade.
A diferença começa no volume da prancha, medido em litros. É ele que determina o quanto ela flutua na água.
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Quanto maior o volume, mais fácil será remar, entrar na onda e manter o equilíbrio em pé. Na prática, isso significa mais tentativas bem-sucedidas e menos frustração durante o aprendizado.
Por isso, pranchas maiores, mais largas e mais espessas aparecem como recomendação padrão para quem está começando. Esse conjunto aumenta a área de contato com a água, melhora a estabilidade e permite que o surfista ganhe confiança mais rapidamente, mesmo sem domínio técnico.
O problema é que o caminho mais comum costuma ser o oposto.
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Influenciados por imagens de atletas profissionais, muitos iniciantes optam por pranchas pequenas logo nas primeiras sessões. São modelos mais leves e ágeis, mas que exigem precisão na remada e controle fino de equilíbrio.
Samuel Pupo escolhendo sua prancha / WSL Sem essa base, o resultado costuma se repetir: dificuldade para entrar na onda, poucas tentativas completas e evolução travada.
Dentro desse cenário, alguns modelos se consolidaram como ponto de partida mais seguro.
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As softboards, feitas com revestimento de espuma, são frequentemente indicadas para quem nunca surfou. A estrutura mais macia reduz o risco de impacto e, ao mesmo tempo, oferece alto volume e estabilidade.
Isso facilita a entrada nas ondas e aumenta o tempo de permanência em pé, dois fatores essenciais para quem ainda está em fase de adaptação. Confira mais dicas no canal Diogo Mundo Surf.
No mercado brasileiro, esse tipo de prancha costuma aparecer em faixas mais acessíveis, partindo de cerca de R$ 1.000 e podendo chegar próximo de R$ 1.700, dependendo do tamanho e da construção.
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Outro modelo bastante utilizado é o funboard, considerado uma etapa seguinte no processo de evolução.
Ele mantém boa parte da estabilidade das pranchas maiores, mas já permite respostas mais rápidas na água. Por isso, costuma ser indicado tanto para iniciantes quanto para quem já superou as primeiras dificuldades e busca desenvolver manobras básicas.
Prancha funboard / Reprodução Nesse caso, os valores são mais elevados. Pranchas desse tipo geralmente variam entre R$ 2.300 e R$ 3.000 no Brasil, com diferenças de preço ligadas ao material e ao nível de personalização.
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Apesar dessas referências, não existe uma prancha única que funcione para todos.
A escolha ideal depende de fatores como peso, altura e preparo físico do surfista, além das condições do mar onde ele pretende surfar.
Ondas menores, por exemplo, favorecem pranchas com mais volume, que facilitam a remada e aumentam as chances de entrada. Já ondas mais fortes permitem o uso de modelos menores, mas isso costuma vir apenas com o tempo e a evolução técnica.
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No início, a lógica é mais simples do que parece. Optar por uma prancha maior do que o necessário pode parecer exagero à primeira vista, mas, na prática, é isso que acelera o aprendizado.
Com mais flutuação e estabilidade, o surfista consegue pegar mais ondas, testar mais movimentos e desenvolver a base com mais consistência. É essa repetição que constrói a evolução.
Por isso, antes de pensar em performance, manobras ou estilo, a escolha da primeira prancha precisa resolver o básico. E, nesse estágio, o básico faz toda a diferença. Confira mais algumas dicas no canal da surfista Bruna Dutsol.
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