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Com Santos de olho, Bruno Covas assina concessão do Pacaembu

O consórcio prevê entregar o estádio renovado em julho de 2022. As obras devem começar no primeiro semestre de 2020

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16 SET 2019Por Folhapress16h02
Santos quer mandar mais jogos no estádio já a partir deste anoFoto: Divulgação

O prefeito Bruno Covas (PSDB) assinou a concessão do estádio do Pacaembu por 35 anos. O contrato, firmado entre a Prefeitura de São Paulo e o consórcio Patrimônio SP (formado pelas empresas Progen e Savona), foi firmado no salão nobre do Pacaembu na manhã de hoje (16). O consórcio prevê entregar o estádio renovado em julho de 2022. As obras devem começar no primeiro semestre de 2020. O principal interessado na concessão do estádio é o Santos. 

O Peixe busca uma parceria com o grupo vencedor para que possa mandar mais jogos no estádio já a partir deste ano e que o local seja considerada a segunda casa do clube. 

O cronograma começa a contar efetivamente após a assinatura da ordem de serviço, que deve acontecer até o final de setembro, segundo previsão da administração municipal. Com a ordem de serviço em mãos, a concessionária tem 30 dias para entregar todos seus planos e programas para o complexo, que inclui ginásio, piscina e quadras de tênis.

Depois de 31 dias, a concessionária começa a acompanhar a administração do estádio realizada pela prefeitura. No sexagésimo primeiro dia, a concessionária passa a tocar a administração do complexo, com acompanhamento da prefeitura. Após 91 dias, a gestão do Pacaembu passará a ser feita exclusivamente pela concessionária.

O consórcio venceu a concorrência pelo Pacaembu em fevereiro, quando ofereceu outorga fixa de R$ 115 milhões -a outorga mínima era de R$ 37 milhões, ou seja, houve ágio de 208%.

A gestão Covas calcula que, somando outorga fixa, outorga variável (1% sobre a receita bruta), economia de gastos ao longo dos 35 anos, investimentos a serem feitos no estádio e ganhos de ISS, a prefeitura terá ganhos de R$ 657 milhões com a concessão.

Nesta segunda, o prefeito tucano destacou as cifras e disse que o papel da prefeitura é "cuidar dos mais desamparados".

"Para além dos números, a concessão aponta para uma visão do que faz o poder público. Por que a prefeitura precisa investir em novo banheiro do Pacaembu em vez de completar 12 CEUs? Por que vai deixar de completar os dois hospitais que estamos construindo para construir banheiros do Pacaembu?", disse Covas.

De acordo com Mauro Ricardo, secretário municipal de Governo, o uso das áreas do complexo esportivo para atividades continuará exatamente como hoje, ou seja, aberto ao público e gratuito. Eduardo Barella, do consórcio, diz que a ideia é ampliar o número de atividades no complexo.

Segundo ele, o futebol deixará de ser atividade prioritária do Pacaembu. A receita da operação será composta também por shows, eventos, aluguel de espaços, estacionamento, entre outros.

"Com a demolição do tobogã e a construção de uma nova edificação, vamos atrair para o complexo inúmeras outras receitas. Aluguel de espaço, estacionamento, venda de alimentos e bebidas. Futebol deixará de ser a principal receita, vai corresponder a 15% da nossa receita", afirma Barella.

O empresário faz referência à intervenção mais significativa que acontecerá no estádio: a demolição do tobogã e a construção, em seu lugar, de um edifício que deverá abrigar uma gama de negócios diversos.

Esse edifício também terá uma passarela de ligação entre as ruas Itápolis e Desembargador Paulo Passalaqua, integrando-se assim à dinâmica de circulação de pedestres pelo bairro.

Também destaca-se no projeto do consórcio a criação de um centro de convenções no subsolo, onde poderão acontecer shows e outros eventos, como lutas de MMA e peças de teatro.

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