Com golaço de cobertura em Ceni, Verdão aproveita expulsões e faz 3 a 0

O golaço de Robinho, que tem Alex como inspiração, ocorreu aos dois minutos de jogo, aproveitando bola que o próprio goleiro afastou mal

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26 MAR 201500h10

Antes do jogo, o telão do Palestra Itália exibiu exaustivamente o gol em que Alex aplicou dois chapéus, um deles em Rogério Ceni, em 2002. Nesta quarta-feira, 25.804 pagantes puderam ver outro golaço alviverde, ao vivo, na história do Choque-Rei. Aproveitando falha do goleiro do São Paulo, Robinho bateu do meio-campo para encobrir o rival, que teve dois jogadores expulsos, e iniciar vitória por 3 a 0 que alivia a vida do Palmeiras e fez a torcida, enfim, gritar “olé”.

O golaço de Robinho, que tem Alex como inspiração, ocorreu aos dois minutos de jogo, aproveitando bola que o próprio Rogério Ceni afastou mal, chutando-a em seu peito. Um começo de jogo perfeito para o palmeirense que ficou cinco anos sem enfrentar no seu estádio o rival do Morumbi. Deu a esperança de, enfim, ver o time vencer um clássico após dez jogos sem ganhar um confronto desse tipo. Expectativa que se confirmou, com sobras, quebrando também o jejum diante de times da Série A em 2015.

Já aos sete do primeiro tempo, o Verdão teve mais motivos para comemorar, quando Rafael Toloi foi flagrado pela arbitragem agredindo Dudu e recebeu o cartão vermelho. O Tricolor demorou a se encontrar com um a menos e deixou Rafael Marques livre para fazer 2 a 0, aos 23 do primeiro tempo. O atacante fez mais um, aos seis da etapa final, e Michel Bastos ainda foi expulso por carrinho em Arouca, aos 33.

Com os três pontos somados, o Palmeiras chegou a 27, já garantindo a primeira colocação do grupo C do Campeonato Paulista e se tornando dono da terceira melhor campanha da competição, superando o São Paulo – se confirmada a posição daqui três rodadas, o time assegura jogar em casa nas quartas de final. o time volta a jogar às 18h30 (de Brasília) de domingo, contra o Red Bull, em Campinas. O Tricolor, que se classificou antecipadamente nesta noite graças à derrota do Mogi Mirim, visita o Linense no mesmo dia, às 16 horas.

Rogério Ceni afastou mal a bola e tomou um gol do meia Robinho (Foto: Levi Bianco/Brazil Photo Press)

O jogo

O Palmeiras enfrentou trânsito para chegar ao Palestra Itália e deixou o São Paulo esperando no campo, saindo atrasado do vestiários. Mas passou pelo túnel em forma de porco verde, usado pela primeira vez nesta noite, disposto a mostrar que está em casa e é capaz de vencer clássicos.

Foi assim, deixando qualquer desconfiança para trás, que Robinho dominou bola mal afastada por Rogério Ceni e arriscou do meio-campo, marcando um golaço, aos dois minutos. O Palmeiras estava pronto para marcar em seu campo, deixando Arouca solto para dar o combate e dificultar as redes. Mas a vida alviverde foi facilitada quando Toloi recebeu o vermelho, por ter sido flagrado agredindo Dudu, aos sete de jogo.

Muricy Ramalho pedia calma ao time e, por 13 minutos, improvisou Hudson como zagueiro. Sua aposta em Alan Kardec, substituto do lesionado Luis Fabiano e odiado por muitos palmeirenses, não deu certo. Alexandre Pato era o único do time que chutado a gol, parando em defesa de Fernando Prass. Mas o camisa 11 acabou escolhido – e se irritou – para sair e dar vaga ao zagueiro Edson Silva.

Do outro lado, Oswaldo de Oliveira via, pela primeira vez no ano, um jogo coletivo eficiente de seu time, com a dinâmica que deseja. Gabriel atuava como um líbero e Arouca dava dinâmica correndo o campo inteiro sem parar, até alternando-se com Robinho na saída de bola.

Foi tranquilo para o Verdão obedecer seu hino e ser imponente. Lucas, Robinho e Tobio quase ampliaram até que o destaque do jogo apareceu novamente. Aos 23, Dudu, imparável nesta noite, arrancou até a área e rolou para Robinho, que furou. Mas a zaga são-paulina estava tão perdida que Rafael Marques teve liberdade para dominar, escolher o canto e fazer 2 a 0.

Até o intervalo, o Palmeiras pareceu ter decidido descansar, deixando o São Paulo tocar a bola. O rival ainda passou vergonha em furada bisonha de Bruno em rara jogada na área adversária. Muricy Ramalho voltou com Ricky Centurión no lugar de Ganso, mas nada mudou. O Tricolor pouco acertou em seu quarto clássico no ano, com terceira derrota – já tinha perdido duas vezes do Corinthians.

O Palmeiras, então, resolveu liquidar logo a partida. Zé Roberto cruzou com precisão para Rafael Marques, novamente livre, ajeitar o corpo e encher o pé nas redes de Rogério Ceni, aos seis minutos do segundo tempo. Com o jogo resolvido, a torcida palmeirense pôde vibrar com a expulsão de Michel Bastos, aos 33, por carrinho perigoso em Arouca, e ainda xingar Alan Kardec, substituído por Boschilia logo após o cartão vermelho do colega. Uma noite inesquecível para os palmeirenses.