Com briga até no banco, reservas valorizam atenção de Tite

Tite faz questão de olhar atentamente até atividades de toque de bola entre atletas que não vêm sendo utilizados.

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06 FEV 201314h44

Tite costuma dizer que, em seus tempos de jogador, valorizava mais os treinadores que davam atenção a todos do elenco. Por isso, faz questão de olhar atentamente até atividades de toque de bola entre atletas que não vêm sendo utilizados, algo aprovado por eles.

“Foi o grande mérito dele e de toda a comissão técnica no ano passado, foi isso que acabou nos levando às vitórias e aos títulos. Tem que manter isto: dar atenção especial àqueles que não estão jogando para não deixar a peteca cair. Para quem está jogando, é mais fácil absorver as situações”, afirmou Edenílson, hoje reserva de Alessandro.

Guilherme concorda. O volante está tão sintonizado nas pregações de Tite que foi ao Mundial mesmo sem estar na lista de 23 jogadores por questões burocráticas e participou normalmente dos treinamentos no Japão. No último jogo, contra o Mogi Mirim, ficou fora até do banco de reservas, sem reclamar.

“É normal, o Tite sabe o que faz. O grupo é forte, são poucos os que vão para o banco. Ele dá atenção a todos, fala para mim o que fala para o Ralf, trata todo o mundo igual, dos titulares aos garotos da base”, disse o camisa 19, titular nesta quarta-feira porque Paulinho está na Seleção Brasileira.

Ralf, que não tem a posição no time ameaçada, também gosta desse tratamento quase caricaturalmente igualitário. “Está difícil até arrumar uma pontinha no banco. É importante ter todos os jogadores à disposição, todos sabem a importância que têm e a sua parcela de contribuição”, comentou o cabeça de área.

A atenção oferecida pelo técnico Tite agrada titulares, como Ralf, e reservas, como Guilherme (Foto: Fernando Dantas/ Gazeta Press)