Classificados mesmo com desfalques, palmeirenses exaltam evolução do time

O fato de a equipe ter conseguido superar o arquirrival para conquistar uma vaga na decisão, na qual enfrenta o Santos, levou Oswaldo a elogiar a evolução do conjunto alviverde

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20 ABR 201515h14

Além de um dos melhores times do Brasil em 2015 e da torcida rival que encheu as arquibancadas da Arena Corinthians, o Palmeiras ainda teve desfalques em seu próprio time como obstáculos no Derby deste domingo. Mesmo assim a equipe alviverde conquistou a classificação à final do Campeonato Paulista nos pênaltis, de forma dramática, fato que foi exaltado pelo treinador Oswaldo de Oliveira e por seus comandados.

O técnico palmeirense não pôde contar com seis jogadores no clássico de domingo: os zagueiros Vitor Hugo e Tobio, os laterais Victor Luis e João Pedro, além de Zé Roberto e do atacante Leandro Pereira. O fato de a equipe ter conseguido superar o arquirrival para conquistar uma vaga na decisão, na qual enfrenta o Santos, levou Oswaldo a elogiar a evolução do conjunto alviverde.

“Eu acho que a equipe avançou, mas se não tivéssemos perdido tantos jogadores poderíamos ter tido um avanço ainda maior em termos de rendimento dentro de campo”, declarou o treinador na entrevista coletiva após a partida, já projetando a final do Estadual.

O goleiro Fernando Prass, que se tornou herói da classificação após defender duas cobranças (de Elias e Petros) na disputa de pênaltis, relembrou os momentos ruins pelos quais já passou no Palmeiras e enxergou o triunfo deste domingo como a demonstração do início de uma volta por cima do clube.

Mesmo desfalcado, Palmeiras superou o Corinthians por 6 a 5 nos pênaltis e se classificou à final do Paulista (Foto: Daniel Augusto Jr. / Ag. Corinthians)

“Eu peguei segunda divisão quando cheguei em 2013, disputei Libertadores, ano passado tive uma das piores sensações da minha carreira, que é lutar contra o rebaixamento (no Campeonato Brasileiro) até a última rodada. Até por isso acho que amadurecemos um pouco também. Eu, Wellington, Renato e o Victor (Luis) fomos uns dos poucos escolhidos para ficar e pra gente, óbvio, tem sabor especial. A gente passou muita dificuldade aqui dentro e está começando a dar a volta por cima. Mas do segundo lugar ninguém lembra e a gente tem dois jogos para buscar o título”, declarou o arqueiro.

Citado por Prass como um dos remanescentes da luta contra o rebaixamento em 2014, o zagueiro Wellington precisou atuar na lateral esquerda no Derby deste domingo, cobrindo as ausências de Victor Luis e Zé Roberto. Apesar de nunca ter atuado na função, o defensor negou que tenha entrado em uma “fria” e assegurou que fará tudo o que for necessário para ajudar o Verdão.

“Fria nada, aqui é Palmeiras. A gente supera qualquer situação e joga em qualquer posição, até de goleiro se precisar”, declarou o zagueiro, que ainda arrancou elogios do atacante Rafael Marques, autor do segundo gol alviverde no tempo normal do clássico.

“O grupo está de parabéns. Acho que estou esperando isso desde 2004, quando a gente saiu na semifinal do Campeonato Paulista nos pênaltis (contra o Paulista de Jundiaí). Até pareceu uma lembrança, uma volta ao passado. Agradeço ao nosso time e à nossa torcida pela classificação. Estávamos cheios de desfalques nesse jogo. Alguns jogadores jogaram fora de posição, como o Wellington, que acho que nunca tinha atuado na lateral esquerda e foi bem. A equipe toda está de parabéns”, declarou Marques, que converteu a segunda cobrança palmeirense na disputa de pênaltis.

Um dos principais nomes do elenco alviverde, o meia Valdivia também abordou a evolução da equipe. “Já é sabido que é um grupo em formação, que está se juntando agora e está aprendendo o que é jogar pelo Palmeiras. Mas temos jogadores de seleção e ainda podemos crescer muito”, finalizou o chileno, que tem contrato com o Verdão até o mês de agosto e ainda não decidiu se irá renová-lo.