Classificados mesmo com desfalques, palmeirenses exaltam evolução do time

O fato de a equipe ter conseguido superar o arquirrival para conquistar uma vaga na decisão, na qual enfrenta o Santos, levou Oswaldo a elogiar a evolução do conjunto alviverde

Além de um dos melhores times do Brasil em 2015 e da torcida rival que encheu as arquibancadas da Arena Corinthians, o Palmeiras ainda teve desfalques em seu próprio time como obstáculos no Derby deste domingo. Mesmo assim a equipe alviverde conquistou a classificação à final do Campeonato Paulista nos pênaltis, de forma dramática, fato que foi exaltado pelo treinador Oswaldo de Oliveira e por seus comandados.

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O técnico palmeirense não pôde contar com seis jogadores no clássico de domingo: os zagueiros Vitor Hugo e Tobio, os laterais Victor Luis e João Pedro, além de Zé Roberto e do atacante Leandro Pereira. O fato de a equipe ter conseguido superar o arquirrival para conquistar uma vaga na decisão, na qual enfrenta o Santos, levou Oswaldo a elogiar a evolução do conjunto alviverde.

“Eu acho que a equipe avançou, mas se não tivéssemos perdido tantos jogadores poderíamos ter tido um avanço ainda maior em termos de rendimento dentro de campo”, declarou o treinador na entrevista coletiva após a partida, já projetando a final do Estadual.

O goleiro Fernando Prass, que se tornou herói da classificação após defender duas cobranças (de Elias e Petros) na disputa de pênaltis, relembrou os momentos ruins pelos quais já passou no Palmeiras e enxergou o triunfo deste domingo como a demonstração do início de uma volta por cima do clube.

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“Eu peguei segunda divisão quando cheguei em 2013, disputei Libertadores, ano passado tive uma das piores sensações da minha carreira, que é lutar contra o rebaixamento (no Campeonato Brasileiro) até a última rodada. Até por isso acho que amadurecemos um pouco também. Eu, Wellington, Renato e o Victor (Luis) fomos uns dos poucos escolhidos para ficar e pra gente, óbvio, tem sabor especial. A gente passou muita dificuldade aqui dentro e está começando a dar a volta por cima. Mas do segundo lugar ninguém lembra e a gente tem dois jogos para buscar o título”, declarou o arqueiro.

Citado por Prass como um dos remanescentes da luta contra o rebaixamento em 2014, o zagueiro Wellington precisou atuar na lateral esquerda no Derby deste domingo, cobrindo as ausências de Victor Luis e Zé Roberto. Apesar de nunca ter atuado na função, o defensor negou que tenha entrado em uma “fria” e assegurou que fará tudo o que for necessário para ajudar o Verdão.

“Fria nada, aqui é Palmeiras. A gente supera qualquer situação e joga em qualquer posição, até de goleiro se precisar”, declarou o zagueiro, que ainda arrancou elogios do atacante Rafael Marques, autor do segundo gol alviverde no tempo normal do clássico.

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“O grupo está de parabéns. Acho que estou esperando isso desde 2004, quando a gente saiu na semifinal do Campeonato Paulista nos pênaltis (contra o Paulista de Jundiaí). Até pareceu uma lembrança, uma volta ao passado. Agradeço ao nosso time e à nossa torcida pela classificação. Estávamos cheios de desfalques nesse jogo. Alguns jogadores jogaram fora de posição, como o Wellington, que acho que nunca tinha atuado na lateral esquerda e foi bem. A equipe toda está de parabéns”, declarou Marques, que converteu a segunda cobrança palmeirense na disputa de pênaltis.

Um dos principais nomes do elenco alviverde, o meia Valdivia também abordou a evolução da equipe. “Já é sabido que é um grupo em formação, que está se juntando agora e está aprendendo o que é jogar pelo Palmeiras. Mas temos jogadores de seleção e ainda podemos crescer muito”, finalizou o chileno, que tem contrato com o Verdão até o mês de agosto e ainda não decidiu se irá renová-lo.