Ceni entende, mas lamenta venda de Neres: “Sempre na nossa vez”

O treinador só pediu que o clube consiga uma reposição para a função que seria exercida pelo garoto de 19 anos no clube

O técnico Rogério Ceni procurou aceitar a venda do atacante David Neres para o Ajax-HOL, concluída no começo da semana, mas não escondeu uma ponta de resignação com a perda de um dos nomes mais promissores do seu elenco. Ciente da diferença financeira entre o que foi oferecido pelos holandeses e o que ele ganhava no Tricolor, o treinador só pediu que o clube consiga uma reposição para a função que seria exercida pelo garoto de 19 anos no clube.

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“Eu gosto de ter quatro jogadores à disposição pelo lado do campo, então eu contava com ele. Mas a gente tem que entender as dificuldades financeiras do clube, a proposta era boa. Ele tinha um salário relativamente baixo e isso fascina o jogador”, comentou o arqueiro, que tem à disposição para as pontas o também jovem Luiz Araújo, Wellington Nem e Neilton, contratações para a temporada.

“Vamos tentar achar uma outra saída. Não consegui dar um treino para o Neres. Até assisti o jogo de ontem (quinta) da Seleção, foi bem, desejo muita sorte, sucesso, felicidades para ele. Entendo como necessidade financeira do clube, mas é uma pena que é sempre na vez da gente… quando você precisa do atleta, quer contar com ele, mas tem a parte financeira. Espero que a gente possa repor os jogadores pelo lado de campo”, avaliou.

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Para Ceni, o nome que se encaixaria perfeitamente para a função seria o de seu xará, Rogério, que está emprestado para o Sport até maio. O Tricolor até tentou fazer com que ele retornasse antes do prazo para a equipe, mas os pernambucanos não gostaram da ideia. Donos de 25% do atleta, percentual que gastaram R$ 2,5 milhões para ter, eles exigem uma compensação financeira para a liberação.

“São Paulo tem um jogador que para mim poderia ser importante, que é o Rogério, mas pelas informações que tive, ele só tem retorno garantido em maio”, observou, colocando Caíque, atleta da base, como outro possível substituto de Neres. “Eu pensei no Caíque porque é um dos que eu vejo, não com semelhança, até porque ele era um lateral que foi passado à frente, mas com características de lado. Conversei com o pessoal do sub-20, pode ser”, avaliou.

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Um ponto celebrado pelo ex-goleiro, porém, foi o de ter conseguido segurar Luiz Araújo, atleta que recebeu uma proposta de R$ 22 milhões do Lille-FRA. Com medo de ficar sem opções para preencher os lados do campo, Ceni explicou que acredita em uma venda ainda melhor para o garoto, que será fundamental na rotação do elenco neste início de temporada.

“Conseguimos segurar o Araújo, vejo ele chegando nesse potencial do Neres. Aí conseguimos fazer o pessoal entender que o Neres não poderia sair em um patamar e o Araújo em outro (faz o sinal com as mãos, colocando a direita, representando Neres, bem acima da esquerda) nessa mesma janela”, observou, antes de dar uma última “cobrada” na diretoria.

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“Se não conseguirmos trazer nem um outro jogador, creio que nós temos, mesmo jovem ainda, o Lucas Fernandes. Ele não é de lado, mass pode fazer a função quando voltar da recuperação. São dois de frente e três de lado para jogar sete jogos em um mês… é uma posição que desgasta muito, vamos ver o que a diretoria pode tentar ajudar a gente nesse sentido”, concluiu.