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Brasil encerra participação na Ginástica Rítmica do Pan de Lima com ouro e prata

om média de apenas 17,4 anos, equipe do Conjunto ficou com o título na prova mista, enquanto Barbara Domingos terminou em segundo na fita

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06 AGO 2019Por Da Reportagem10h40
Seleção Brasileira de Ginástica RítmicaFoto: Divulgação

A Ginástica Rítmica do Brasil encerrou de forma brilhante sua participação nos Jogos Pan-Americanos de Lima-2019. Nesta segunda-feira (5), a equipe do Conjunto fez uma série perfeita na prova mista (três arcos e dois pares de maças) e levou o título pan-americano. No individual por aparelhos, Barbara Domingos fez uma ótima apresentação na prova da fita e levou a prata.

Com as medalhas obtidas nesta segunda-feira, a Ginástica Rítmica brasileira alcançou um total de cinco medalhas no Pan-Americano de Lima. Uma de ouro (Conjunto/prova mista), uma de prata (Barbara Domingos/fita) e três de bronze (Natalia Gaudio/Individual Geral, Conjunto/Geral e Conjunto/Cinco Bolas).

A primeira medalha do dia veio com Barbara Domingos. Após ficar em quinto lugar nas maças (nota 16,600), a ginasta paranaense brilhou na prova da fita, alcançando a nota 17,450, por pouco não superando a americana Evita Griskenas, que venceu a prova com 17,950.

“Acho que esta medalha é um reconhecimento de dever cumprido, por tudo o que passei. A cada dia da competição, senti que fui evoluindo. Acho que foi fruto de um trabalho que vem sendo feito há muito tempo. Não tem sensação melhor do que estar com esta medalha, justamente em meu primeiro Pan-Americano. Esta felicidade que não cabe em mim”, comemorou Barbara, de 19 anos. Mesmo com a vibração da torcida após sua série, ela demorou para perceber que tinha ficado com a prata.

“Foi uma sensação surreal ver todo mundo de pé, gritando o meu nome. Quando saiu a nota ainda não tinha certeza da colocação final. Passou um pouco e apareceu a classificação final no telão”, afirmou Barbara, que também comemorou o fato de duas brasileiras terem ficado com medalha no Pan de Lima.

“Isso só mostra o quanto estamos evoluindo a cada dia, aqui mostramos que estamos crescendo e acredito que a partir de agora, só tem a melhorar”, afirmou.

Natalia Gaudio, que levou a medalha de bronze no Individual Geral, participou das finais desta segunda-feira. Nas maças, fez uma boa prova e terminou em quarto lugar, com 17,250. Na final da fita, ela cometeu um erro e deixou o aparelho escapar, terminando em oitavo (nota 13,550).

“Gostei bastante da minha apresentação da maça, inclusive foi melhor do que no qualificatório, mesmo a nota não sendo tão boa. Já a fita estava indo bem, até quando aconteceu aquele erro, infelizmente. Isso acabou prejudicando a minha série, mas fico feliz de modo geral pela minha participação no Pan. O individual geral é a premiação mais importante, pois faz a somatória dos quatro aparelhos, e levar esta medalha para casa é a realização de um grande sonho”, afirmou.

Conjunto levanta a torcida

A prova mista do conjunto fechou a participação da Ginástica Rítmica no Pan de Lima e o time do Brasil manteve a tradição dos últimos Pan-Americanos e voltou para casa com uma medalha de ouro. Na prova mista (três arcos e dois pares de maças), as meninas brasileiras deram a volta por cima em relação ao qualificatório, quando cometeram um erro e ficaram com o bronze na prova Geral.

Desta vez, a coreografia foi limpa e a nota de 24,250 assegurou a medalha de ouro para o Brasil, levantando a torcida no Poliesportivo de Villa El Salvador. “Hoje saiu a série que a gente estava aguardando. Saiu o que a gente treinou e muito bem. Depois de muitas repetições, tudo o que treinamos, conseguimos colocar dentro de quadra”, disse a capitã da equipe, Deborah Medrado. Ela admitiu que o grupo ficou muito ansioso enquanto aguardava a apresentação das outras equipes.

“Demos o nosso melhor e sabíamos que tínhamos feito uma ótima série, mas as apresentações das outras equipes também são difíceis, com muitos critérios, porque agora quem faz mais coisas na série, ganha mais pontos. Quando confirmaram o ouro, explodimos de alegria”, afirmou.

Para Camila Ferezin, técnica e Coordenadora de Seleções da CBG (Confederação Brasileira de Ginástica), o resultado representou a realização de um sonho. “Feliz demais delas terem alcançado este feito. A gente sabia que quando elas acertassem, iriam ficar com o ouro. Não tem nada melhor”, disse Camila. Ela destacou ainda o fato de as meninas serem um dos conjuntos mais novos das Américas, com média de idade de 17,4 anos.

“Treinamos juntas praticamente há apenas quatros meses. É um time promissor, são ginastas muito jovens, mas que não tinham experiência de Pan-Americano. Nós as preparamos lá em Aracaju para enfrentar o que encontraram aqui. As coreografias ainda não estavam 100%, alguns erros aconteceram por nervosismo, como na prova Geral. Houve uma falha grande, mas Deus sabe o que faz. Veio este ouro e agora passamos a focar no nosso objetivo que é buscar a vaga olímpica”, explicou Camila.