Depois de ser afastado de todas as atividades relacionadas ao futebol e à Fifa, Joseph Blatter culpou o envolvimento dos Estados Unidos na crise política da entidade, disse que o país quer se vingar da Fifa pela perda da Copa do Mundo e pretende tomar o controle da entidade. Além disso, enquanto espera para ouvir se sua suspensão será mantida, o suíço mais uma vez alegou inocência e lamentou ter sido removido de seu cargo. Mesmo assim, o suíço admitiu que nunca quis que o torneio fosse para o Catar.
“Eu sou o primeiro a ficar desapontado com este escândalo. Todos dizem que sou culpado e que é tudo minha culpa. Só que quando os EUA conduziram as investigações, apenas integrantes das Federações da América do Sul e do Norte foram indiciados”, disse o suíço de 79 anos.
Culpando os Estados Unidos, Blatter sugeriu que a investigação do Procurador Geral foi oportunista e apenas uma forma de se vingar pela perda da Copa do Mundo de 2022 para o Catar.
“Os americanos decidiram tomar o controle da Fifa. Houve até aquela famosa coletiva de imprensa, quando eles alegaram que a Fifa era uma máfia e que precisava ser destruída. A Copa do Mundo de 2022 sempre pareceu que iria para os EUA, com o país parecendo o candidato mais forte, mas infelizmente isso não aconteceu”, alegou Blatter.
“A Copa do Mudo é muitas vezes definida por intervenções políticas. Poderíamos ter simplesmente definido os Estados Unidos como sede, e assim teríamos evitado todo esse problema. Eu nunca quis que o Catar levasse a Copa do Mundo”, finalizou.
