Basquete adaptado

Abertura de Campeonato Paulista de Basquete sobre Rodas é adiada por falta de quadra para disputa

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04 MAR 201322h41

Marcada para o último domingo, a partida de abertura do Campeonato Paulista de Basquete sobre Rodas foi adiada por tempo indeterminado. A primeira disputa seria entre a equipe guarujaense de basquete adaptado da Associação dos Deficientes da Ilha de Santo Amaro contra a equipe de São Bernardo do Campo, porém, o ginásio Duque de Caxias, solicitado pela Associação não foi cedido pela Secretaria de Esportes que comunicou o indeferimento somente na sexta-feira, segundo o presidente da Adisa Valdinei Santos.

Valdinei afirmou que o secretário municipal de Esportes “está boicotando a Associação”. Em 2005 organizamos a equipe de Basquete e desde então recebíamos incentivos da Prefeitura para o esporte. NO ano passado, o Fundo Social doou à nossa entidade, cinco cadeiras de rodas adaptadas para o basquete, mas este ano, a secretaria de esportes parou de pagar as taxas federativas. Os custos da entidade nós é que estamos mantendo.

Valdnei disse que a Adisa é uma instituição sem fins lucrativos mantida em convênio com a Prefeitura e o Governo Federal. A sede da entidade, no Jardim Progresso, foi cedida em comodato pelo então prefeito Rui Gonzalez. A equipe é mista, formada por homens e mulheres que treinam basquete três vezes por semana, na quadra da Escola Municipal Lúcia Flora.

Os atletas que driblam suas próprias deficiências encontram falta de acessibilidade no incentivo da Secretaria de Esportes. “Os ginásios do Tejereba e do Guaibê não são adaptados, não tem acessibilidade, acho que o secretário não valoriza os atletas que são deficientes”, afirmou Valdinei. “É uma verdadeira vergonha, não deixarem a gente jogar”, disse o cadeirante Tácio Silva de Lima, 41 anos.

Tiago dos Santos, de 21 anos, vítima de bala perdida ficou paraplégico e nunca se afastou do esporte. “Esta seria minha terceira participação no campeonato de basquete, O que estão fazendo com a gente é uma vergonha”, lamentou Tiago. Para a cadeirante Maria Helena Cosmo Gonçalves, 30 anos,  jogadora de basquete há cinco anos, é um sonho adiado. “Eu estava muito feliz porque seria minha primeira participação em um campeonato”. Devido ao adiamento da abertura do campeonato, a Adisa arcou além das despesas com a arbitragem, multa de 20% sobre um salário mínimo.