Ayrton Senna foi chamado de “taxista” por Nelson Piquet e perdeu vaga na Fórmula 1

Antes da estreia na Fórmula 1, o brasileiro esteve perto de assinar com a Brabham, mas uma intervenção nos bastidores mudou o rumo da história

Ayrton Senna foi chamado de “taxista” por Nelson Piquet e perdeu vaga na Fórmula 1

Senna e Piquet quase foram companheiros de equipe / Reprodução Twitter Fórmula 1

Ayrton Senna construiu uma das trajetórias mais vitoriosas da história da Fórmula 1, mas o início de sua caminhada na categoria poderia ter seguido um rumo completamente diferente. Antes mesmo da estreia na principal categoria do automobilismo mundial, o brasileiro esteve perto de assinar com uma equipe tradicional do grid.

No entanto, uma opinião de Nelson Piquet acabou mudando os planos. Segundo relato de Bernie Ecclestone, então chefe da Brabham, o tricampeão mundial não aprovava a chegada do compatriota e chegou a chamá-lo de “taxista”, comentário que contribuiu para que a equipe desistisse da contratação.

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Ayrton Senna perdeu chance na Brabham após resistência de Nelson Piquet

Antes de estrear pela Toleman em 1984, Senna participou de testes com a Brabham, equipe comandada por Bernie Ecclestone e que tinha Nelson Piquet como principal piloto.

Durante participação no podcast Beyond The Grid, Ecclestone relembrou o episódio e afirmou que a equipe percebeu rapidamente o potencial do jovem brasileiro.

Segundo o dirigente, Senna chamou atenção logo nos primeiros testes ao identificar problemas técnicos no carro que, teoricamente, passariam despercebidos para um piloto sem experiência na Fórmula 1.

“Você conseguia perceber o que ele se tornaria. Ele saiu para algumas voltas e depois voltou aos boxes para explicar exatamente o que havia de errado no carro”, recordou Ecclestone.

Apesar da boa impressão causada na pista, a contratação não avançou.

Nelson Piquet chamou Senna de “taxista”

De acordo com Ecclestone, Nelson Piquet não demonstrava entusiasmo com a possibilidade de dividir a equipe com outro piloto brasileiro. Além disso, o tricampeão mundial teria trabalhado nos bastidores para impedir o acordo.

“Na época ainda tínhamos Nelson, e ele não estava nada feliz com essa possibilidade. Chamava o Ayrton de taxista”, revelou.

Posteriormente, Ecclestone explicou que Piquet também conversou com patrocinadores da equipe para desencorajar a contratação.

“Nelson falou com nosso patrocinador e disse que não deveríamos contratá-lo porque ele só causaria problemas dentro da equipe e nem era tão rápido assim”, contou.

Além disso, os patrocinadores também não viam com bons olhos a ideia de ter dois brasileiros defendendo a Brabham ao mesmo tempo.

Por fim, a equipe decidiu encerrar as negociações.

Decisão impediu parceria histórica na Fórmula 1

O episódio aconteceu pouco antes da estreia de Senna na Fórmula 1. Sem a vaga na Brabham, o brasileiro acabou iniciando sua trajetória na Toleman, equipe pela qual chamou atenção do mundo ao protagonizar atuações memoráveis logo em sua temporada de estreia.

Enquanto isso, a Brabham seguiu seu caminho sem imaginar o tamanho do talento que havia deixado escapar.

Anos depois, Senna conquistaria três títulos mundiais, 41 vitórias e se transformaria em um dos maiores ídolos da história do esporte. Já Ecclestone admitiu que a equipe não tinha dimensão do potencial do jovem piloto naquele momento.

“Sabíamos que ele era inteligente e talentoso, mas não imaginávamos o quão bom ele realmente era”, concluiu o ex-dirigente.

Com o passar do tempo, a história se tornou um dos bastidores mais curiosos da Fórmula 1. No entanto, Piquet sempre negou a versão de Bernie.