Esportes

Aula aberta no Museu do Futebol discute lances icônicos como obras de arte contemporânea

Encontro gratuito com João Mulambö acontece no dia 20 de janeiro e analisa estética de gestos como a defesa de escorpião de Higuita

Giovanna Camiotto

Publicado em 19/01/2026 às 07:30

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O Museu do Futebol abre suas portas no dia 20 de janeiro para a aula aberta com João Mulambo / Divulgação

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O Museu do Futebol, no Estádio do Pacaembu, abre suas portas no dia 20 de janeiro para a aula aberta “A importância de recuperar a bola para continuar atacando”. O evento, conduzido pelo artista João Mulambö, propõe uma reflexão inédita sobre o esporte como linguagem visual e memória coletiva. A atividade é gratuita, ocorre das 14h às 16h, e faz parte da programação especial de férias da instituição.

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A proposta de Mulambö é apresentar o futebol para além das quatro linhas, utilizando lances históricos e figuras do esporte como fundamentos artísticos. Durante o encontro, o público verá como o futebol se torna uma "gramática visual" capaz de discutir identidade e estética popular.

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O artista utiliza sua própria trajetória e referências da cultura brasileira para conectar o campo às galerias de arte contemporânea. Momentos emblemáticos que pararam o mundo serão analisados sob uma nova ótica.

O famoso corte de cabelo de Ronaldo Fenômeno na Copa de 2002 e a acrobática defesa do goleiro René Higuita, conhecida como "escorpião", serão debatidos como gestos performáticos e imagens simbólicas. Para o palestrante, essas manifestações ultrapassam o esporte e se consolidam como criações estéticas que moldam o imaginário do povo.

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Além da aula, o público poderá conferir o trabalho do artista na exposição temporária ¡Cancha Brava!, onde Mulambö assina a obra “Diego”, uma representação tátil do ídolo Maradona.

A iniciativa reforça o papel do Museu do Futebol em promover o diálogo entre o esporte e a cultura, transformando o auditório em um espaço de criação e debate sobre como o futebol produz as narrativas visuais do Brasil.

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