Atletas se unem e lançam o movimento 'Esporte pela Democracia'

Movimento foi lançado com a adesão de atletas e ex-atletas de várias modalidades

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03 JUN 2020Por Folhapress13h07
Foto: DIVULGAÇÃO

Um grupo de atletas brasileiros lançou na noite desta terça-feira (2) movimento intitulado "Esporte pela Democracia".

O ex-jogador de futebol Walter Casagrande, um dos idealizadores, disse à reportagem que o objetivo é ter um grupo "antirracista, a favor da democracia, contra atos anticonstitucionais, o preconceito, a homofobia e o feminicídio e a favor dos povos indígenas".

O movimento foi lançado com a adesão de atletas e ex-atletas de várias modalidades, entre eles Gustavo Kuerten, Raí, Ana Moser, Fabi Alvim, Isabel, Serginho, Joanna Maranhão e Igor Julião.
"O sonho de todo atleta é representar o seu país. Estamos então aqui hoje para reconvocar a lucidez, diante da questão inadiável: que Brasil é esse que queremos trazer na camisa e chamar de nosso?", diz trecho do documento de apresentação.

A ideia, de acordo com a carta divulgada, é se juntar a outras vozes da sociedade civil na defesa da democracia e dos direitos humanos.

Ainda não há uma página oficial do movimento e por enquanto não foram feitos anúncios de ações que serão tomadas pelo grupo. Os participantes conversam via WhatsApp para definir os próximos passos.

"Somos um grupo, não temos um líder. Todos temos o mesmo peso, e a nossa voz tem o mesmo valor", afirmam na carta.

Raí voltou a criticar as ações do presidente Jair Bolsonaro durante a pandemia da covid-19 e reforçou a sua posição favorável à democracia.

"Atualmente, estamos enfrentando uma crise política, em que a democracia e os valores humanos estão sendo discutidos. O limite também, do autoritarismo. Em uma democracia, precisamos do Congresso, do Supremo Tribunal Federal e de um poder executivo. Minha postura é em favor da democracia. Não me envolvo com polêmicas, mas quando vejo tanta injustiça social, que vidas estão ameaçadas pelo vírus, eu falo. O presidente foi eleito democraticamente, mas você precisa ouvir a ciência, os especialistas e não colocar em risco a vida das pessoas", disse.