Atacante curte “sonho”, quer recordes e garante foco só no Santos

Prestes a completar 36 anos (em maio), o jogador confessou nesta segunda que não esperava por tanto sucesso no Brasil depois de nove meses de inatividade e quase cinco anos no futebol árabe

Ricardo Oliveira decidiu deixar no Memorial das Conquistas do Santos a chuteira que usou para marcar dois gols em cima do Corinthians, no clássico de domingo. Agora, o centroavante tem quatro gols em sete jogos no Paulista. Ao todo, são 92 em 101 partidas pelo Peixe. Prestes a completar 36 anos (em maio), o jogador confessou nesta segunda que não esperava por tanto sucesso no Brasil depois de nove meses de inatividade e quase cinco anos no futebol árabe.

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“Nem nos melhores sonhos. Chegamos, falamos tudo aquilo, falamos que íamos brigar por artilharia, marcar o nome no clube. Foi difícil o reinício. Eu tinha que provar o que falei. Fui para o trabalho, me fechei no centro de treinamento, abri mão de ficar com a família e foquei no meu trabalho”, ressaltou.

“O time se entrosou, as coisas foram acontecendo e o ano foi fenomenal. Veio a Seleção, e não esperava. 35 anos. Hoje, sou o jogador mais veterano que vestiu a camisa da Seleção. Talvez o Cafu esteja na minha frente. É um feito. Somos criados para produzir. Vou continuar produzindo. Acho que é confirmação do que falei. O trabalho sempre é recompensado”, comemorou o camisa 9, que na verdade pode ultrapassar o ex-lateral direito como o atleta mais veterano a atuar pelo Brasil em jogos oficiais, caso entre em campo depois de completar os 36 anos.

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A alegria estampada no rosto de Ricardo Oliveira era visível enquanto o jogador concedia entrevista coletiva na sala de imprensa da Vila Belmiro. O homem-gol do Peixe não esconde sua satisfação pelo que tem feito no clube desde que foi contratado, em janeiro do ano passado, e assim explica tanto carinho do torcedor.

“O torcedor sempre me apoiou. O fato de apoiar é porque entende que o Ricardo aceitou uma situação que não precisava aceitar. Mas eu queria isso, me sentir desafiado novamente. E era grande. Era provar que era capaz de produzir em um momento difícil, com ídolos indo embora. Eu fiquei feliz com desempenho”, admitiu.

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Afim de encerrar o assunto sobre as negociações que tinham como objetivo uma transferência ao futebol chinês, Ricardo Oliveira refutou inclusive a falar sobre a possibilidade que se acena para o próximo período de negociatas, no meio do ano.

“Acho que estamos falando de possibilidades. Então, não vou ficar batendo nisso. ‘Ah, se’… passou. Já foi. Vamos viver hoje e sem pensar se chega (uma nova proposta) no meio do ano ou não. Sábado tem jogo. É recuperar e preparar sem pensar em outra possibilidade”, explicando, sem deixar de confirmar, entretanto, que seus empresários seguem tratando do assunto normalmente.

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“Eles podem pensar. É o trabalho deles. Os agentes são assim. Vão pensar em trazer algo para o atleta. Eles podem, eu não. Eu, pensando, vou perder o foco no hoje. E não vou render o que o Dorival, meus companheiros de Santos esperam. Se acontecer, é outra possibilidade. Se isso acontecer, no momento oportuno, podemos conversar sobre isso”, avisou.