Artista começa reconstrução de pinturas no mural do Peixe

Paulo Consentino iniciou os trabalhos na última semana e precisa de apoio para conclusão da obra

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21 MAR 2017Por Diário do Litoral11h02
A reconstrução do mural, que sofreu com ações do tempo e vandalismo, teve início na avenida Waldemar LeãoFoto: Matheus Tagé/DL

A história de conquistas do Santos Futebol Clube, contada pelos traços do artista plástico Paulo Consentino, no muro do CT Rei Pelé, está sendo reconstruída. O trabalho teve início na última semana e vai substituir obra feita em 2012, durante período de festas do centenário do clube.

A reconstrução do mural, que sofreu com ações do tempo e protestos de vândalos nos últimos anos, começou na avenida Waldemar Leão. Neste trecho principal, Consentino quer valorizar a paixão do verdadeiro torcedor, além de ídolos do passado, que já encerraram a carreira.

A ideia do novo projeto foi realizada junto com a diretoria alvinegra, que pretende minimizar ações de torcedores mal-educados no “espaço nobre” do mural. Antigamente, nomes como de Robinho, Edu Dracena e Ganso, que ilustravam o muro principal, foram alvo de pichações.

“Nesta fase inicial, a ideia é valorizar a paixão dos torcedores no muro principal e homenagear jogadores do passado. Vou fazer uma seleção com o clube sobre jogadores que não estão em atividade e fazer uma homenagem para eles até o fim do ano”, afirmou Consentino.

Os demais jogadores que fizeram história pelo clube devem ser retratados nas ruas laterais do CT Rei Pelé (Francisco Manoel e Rangel Pestana). O artista ainda pretende valorizar novos personagens, como as Sereias da Vila e funcionários com grande identificação com o Peixe.

“Queremos ilustrar também atletas da base, veteranos do clube, sereias, e outros funcionários que tenham identificação com o Santos. A ideia é valorizar este outro lado do clube, que envolve paixão, é permanente e está sempre nos apoiando”, completou o artista.

Precisando de apoio

Apaixonado pelo clube, Paulo Consentino realizará mais um trabalho voluntário, não rendendo ônus ao caixa do Peixe. Ele, porém, precisa de apoio para seguir em frente com as obras. Até o momento, pelo que foi arrecadado, será possível a pintura apenas do muro principal do CT.

Desde o fim de 2016, o artista tem uma campanha no Catarse, plataforma de financiamento coletivo, para arrecadar fundos. Até o fechamento desta edição, porém, ele conseguiu apenas 15% da meta de R$ 60 mil (cerca de R$ 9 mil), valor insuficiente para a conclusão da obra.

Os torcedores e simpatizantes interessados em auxiliar o projeto podem acessar o endereço www.catarse.me/murodosantos. Lá, é possível realizar doações para a campanha. O valor mínimo é de R$ 20,00.

“Quem não pode ajudar, mas gosta da ideia, pode divulgar o nosso trabalho nas redes sociais. Esse projeto só interessa à nação santista. Os rivais não vão ajudar a fazer. Precisamos nos unir para voltar a contar as histórias do Santos. É um patrimônio do torcedor”, argumentou.

Jogadores e artistas!

Para ajudar a divulgar os trabalhos no CT Rei Pelé, Paulo Consentino espera contar com a participação dos atuais jogadores do elenco alvinegro e ídolos do clube no passado. Sob a orientação do artista, eles contribuiriam na pintura.

Em 2012, o atacante Neymar aceitou convite e participou da pintura de sua imagem no muro. Outros atletas daquele elenco alvinegro, como o goleiro Rafael e o centroavante Alan Kardec, também participaram dos trabalhos no local.

“Gostaria muito de contar novamente com a presença de alguns jogadores e ex-jogadores. Por exemplo, poderíamos trabalhar junto com o Léo, Elano, Giovanni, Pepe, Clodoaldo e, quem sabe, o Pelé, né? Seria um privilégio e nos ajudaria muito na divulgação”, completou.

Mural do CT abriu portas

O trabalho feito no muro do CT Rei Pelé, em 2012, abriu portas para o artista Paulo Consentino pelo ­mundo ­afora. Nos últimos anos, ele fez projetos no Instituto Neymar Júnior, em Praia Grande, na Fundação Leo Messi, na Argentina, e também pela Europa.

Em abril, ele deve pintar um mural em fachada de cinco andares na Fundação Johan Cruyff, em ­Amsterdã, na Holanda. A Chapecoense também convidou o artista para fazer um tributo às vítimas de ­acidente aéreo, na Arena ­Condá.