Após problemas com Autuori, Lúcio exalta caráter e sinceridade de Kleina

"Eu gosto de técnico que fala olhando no olho, que passa confiança, chama a responsabilidade. Esse primeiro período de contato com ele está sendo muito bom", afirmou o zagueiro

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04 FEV 201414h14

Quando foi anunciado como novo reforço do Palmeiras para o centenário, no início desta temporada, Lúcio imediatamente colocou um ponto de interrogação na cabeça dos torcedores palmeirenses. As (más) atuações por Juventus, da Itália, e São Paulo, seus dois últimos clubes, contribuíram para isto. Após quatro partidas com a camisa alviverde, porém, o zagueiro não comprometeu e, ainda por cima, caiu nas graças da torcida. Boa parte disto, de acordo com o experiente defensor, deve-se ao treinador Gilson Kleina, sujeito com o qual mantém relação muito diferente da que teve com Paulo Autuori, seu comandante nos tempos de Tricolor.

“Para mim, apesar do pouco tempo de convivência, o Kleina é um homem de grande caráter. Eu gosto de técnico que fala olhando no olho, que passa confiança, chama a responsabilidade. Esse primeiro período de contato com ele está sendo muito bom. Fico muito feliz de ter um treinador que é sincero com os jogadores. Isto foi fundamental em todos os clubes na minha carreira”, disse Lúcio.

Para exemplificar esta boa relação com Gilson Kleina, o defensor citou a sua partida de estreia com a camisa alviverde, diante do Comercial, em Ribeirão Preto, pela 2ª rodada do Campeonato Paulista. “No primeiro jogo que eu fiz aqui, a ideia era de não me colocar em campo, porque eu ainda não estava nas melhores condições. Mas aí o Tiago Alves se machucou e não tinha nenhum substituto da posição. Então, o Kleina conversou comigo, chamou a responsabilidade, e me escalou. Isso me deixou muito feliz, mostrou que ele confia em mim”, contou, orgulhoso, o zagueiro de 35 anos.

Situação muito diferente, porém, Lúcio viveu durante o ano em que permaneceu no São Paulo. Ele foi contratado com status de estrela no início de 2013, mas não jogou bem e acabou afastado pelo treinador Paulo Autuori ainda no meio da temporada. O defensor, que já não havia aceitado uma substituição no jogo contra o Arsenal, da Argentina, pela Libertadores, e se desentendido com Ney Franco, entrou em conflito com Autuori depois de ter sido acusado de contratar um preparador físico próprio para se recuperar fora das dependências tricolores.

Novo 'sheriff' da defesa alviverde, Lúcio exaltou o bom relacionamento que tem com o treinador Gilson Kleina (Foto: Divulgação)

O fato rachou a relação de Lúcio com o técnico, que o afastou do elenco são-paulino. Nem neste momento, segundo o zagueiro, a possibilidade de se aposentar passou pela sua cabeça. “Nunca duvidei do meu futebol. Se eu fizesse isto, seria o primeiro a parar e pensar em desistir. E em nenhum momento isto aconteceu. Quando eu fui proibido de entrar no CT do São Paulo, continuei trabalhando com profissionais ligados ao futebol, para manter a minha forma física. Agora, estou sendo recompensado por isto aqui no Palmeiras”, afirmou o atleta de 35 anos, que, até aqui, só venceu e agradou à torcida alviverde nas quatro partidas em que entrou em campo.