A Seleção Brasileira tentará transformar vaias em aplausos em seu segundo compromisso nos Jogos Olímpicos. Será contra o Iraque, às 22 horas (de Brasília) deste domingo, no Mané Garrincha – mesmo estádio do frustrante empate sem gols com a África do Sul, na quinta-feira.
“As vaias e a pressão são inerentes desde o início do nosso trabalho”, conformou-se o técnico Rogério Micale, apesar de demonstrar otimismo. “Continuamos firmes no nosso propósito. A expectativa é de que o time se fortaleça. Se tivermos apoio, as coisas facilitarão, os nossos atletas ficarão mais motivados. Mas, se não acontecer, estaremos ainda mais concentrados para continuar trilhando o nosso sonho, que é a medalha”, disse.
A estreia apagada não trouxe apenas vaias como consequência ao Brasil. Também embolou o grupo A, já que o Iraque ficou no 0 a 0 com a Dinamarca em sua primeira apresentação. Mais cedo, às 19 horas (de Brasília) deste domingo, dinamarqueses e sul-africanos tentarão aproveitar o equilíbrio para alcançar a liderança em confronto direto no Mané Garrincha.
A Seleção Brasileira tem a expectativa de não precisar se preocupar com a tabela de classificação em uma chave considerada fraca, embora Micale elogie exageradamente adversários. Para isso, o técnico espera outra postura dos seus atletas diante do Iraque.
O principal problema notado por Micale diante da África do Sul foi o grande distanciamento entre os armadores Renato Augusto e Felipe Anderson e o trio de ataque formado por Gabriel, Gabriel Jesus e Neymar, que pouco se mexeu no primeiro tempo. Os espaços só apareceram quando o sul-africano Mvala foi expulso.
“Quando o resultado não é o esperado, a gente acaba refletindo sobre os erros. Devemos trabalhar mais a bola quando o time estiver espaçado. Vamos procurar melhorar nesse próximo jogo”, pregou o zagueiro Marquinhos.
Do outro lado, o Iraque, mesmo ciente de sua condição de azarão, poderá demonstrar ousadia em Brasília – afinal, foi assim que os comandados de Abdul Ghani, que tiveram o apoio da torcida brasileira, saíram do duelo com a Dinamarca com um 0 a 0.
