Após contas reprovadas, Odílio pode ser expulso hoje pelo Conselho

Os conselheiros terão acesso ao relatório detalhado e parecer da Comissão de Inquérito e Sindicância sobre as contas da gestão que ficou marcada como uma das piores da história santista

Nesta quarta-feira, a partir das 20 horas, o Conselho Deliberativo do Santos Futebol Clube se reunirá para um dos encontros mais aguardados desde a saída de Odílio Rodrigues da presidência, em dezembro de 2014. Os conselheiros terão acesso ao relatório detalhado e parecer da Comissão de Inquérito e Sindicância (CIS) sobre as contas da gestão que ficou marcada como uma das piores da história santista.

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Em seguida, os conselheiros deverão votar na punição que entenderem mais adequada para Odílio Rodrigues. Há uma forte corrente que pretende expulsar o ex-mandatário do quadro associativo do Peixe, além de exigir que a atual diretoria, liderada por Modesto Roma Júnior, entre com uma ação na Justiça comum contra Odílio por gestão temerária.

Em janeiro, o Conselho Deliberativo já demonstrou sua vontade em afastar Odílio definitivamente do clube por unanimidade e aguardava apenas o parecer da CIS, que será apresentado nesta quarta-feira. Nem mesmo uma nota divulgada em alguns jornais e assinada por Odílio Rodrigues e seu ex-presidente à época, Luiz Claudio de Aquino, devem sensibilizar os conselheiros.

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“Tomamos conhecimento do parecer do Conselho Fiscal apontando vários atos que, no entendimento deste referido órgão, foram contrários ao Estatuto Social do clube. Com todo respeito aos membros do Conselho Fiscal, discordamos do entendimento a que chegaram e iremos apresentar, de forma objetiva, no momento previsto pelo estatuto, todos os argumentos de fato e de direito que demonstram que os atos praticados durante a nossa gestão foram pautados por obediência ao Estatuto Social do clube e seguiram, como não poderia deixar de ser, rigorosamente os ditames legais e morais que se espera de dirigentes de um clube com a tradição e a história do Santos Futebol Clube” diz a nota.

Como o Santos adota um Comitê Gestor para gerir o clube e as decisões não podem ser tomadas exclusivamente pelo presidente, os integrantes do grupo então liderados por Odílio seriam réus na mesma ação. São eles: Thiers Flemming, José Paulo Fernandes, Júlio Peralta, Alexandre Daoun, Francisco Cembranelli, Ronald Luiz Monteiro e José Berenguer. Este último pediu demissão em setembro de 2014 e não ficou esclarecido se seu nome será incluído em um eventual processo.

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Na última semana, o Santos apresentou o resultado de seu balanço financeiro de 2015, primeiro ano de mandato de Modesto Roma Júnior, com um déficit de R$ 78 milhões. A gestão, então, culpou a atuação de Odílio Rodrigues por causar o desequilíbrio financeiro e deixar uma herança de pelo menos R$ 50 milhões.