Após 2013 vitorioso, seleção está quase pronta para a Copa de 2014

A sete meses do início da Copa do Mundo, o Brasil pode, de fato, ser considerado favorito ao título. O retrospecto do ano é amplamente positivo. Foram 13 vitórias em 19 jogos

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20 NOV 201323h43

A seleção brasileira termina a temporada de 2013 do jeito que o técnico Luiz Felipe Scolari planejava. Com uma equipe titular definida, o grupo de jogadores que lutarão pelo hexacampeonato praticamente formado, esquema tático e suas variações conhecidas e com apoio e confiança da maior parte da torcida. A sete meses do início da Copa do Mundo, o Brasil pode, de fato, ser considerado favorito ao título.

O retrospecto do ano é amplamente positivo. Foram 13 vitórias em 19 jogos, com quatro empates e apenas duas derrotas, e um título, o da Copa das Confederações. O Brasil marcou 49 gols e sofreu 15.

A seleção está por cima, mas começou o ano sob um clima de incerteza. Na reestreia de Felipão, em fevereiro, o time perdeu da Inglaterra em Londres, por 2 a 1, em uma partida em que foi totalmente envolvida pelo adversário. Nos empates de março com a Itália (2 a 2) e Rússia (1 a 1), a equipe também passou por maus momentos.

Felipão, porém, já começava a ter ideia de como e com quem montar a seleção. Trouxe de volta alguns jogadores que Mano Menezes ignorava, como o goleiro Julio Cesar e o atacante Fred, e manteve outros "descobertos" pela administração anterior, como o zagueiro David Luiz e o atacante Hulk.

Com isso, conseguiu dar mais equilíbrio e experiência à equipe. Faltava o entrosamento, que começou a vir na Copa das Confederações. Felipão foi para a competição com uma disposição: "Ficaremos cerca de 40 dias reunidos e terei uma ideia precisa de quem tem personalidade para passar um tempo longo com a seleção e sob a pressão de disputar uma competição importante como a Copa do Mundo".

A Seleção Brasileira encerrou o ano de 2013 com vitória sobre o Chile por 2 a 1 (Foto: Marcio Cavalcanti/Futura Press)

Na Copa das Confederações, o time "engrenou". Com boas atuações, conquistou a torcida, ganhou o título e Felipão definiu ali a maioria dos jogadores que, em situação normal, levará à Copa. Nos amistosos do segundo semestre, contra adversários mais fracos do que os do primeiro, a seleção continuou fazendo boas partidas. E o treinador, mais alguns testes.

Alguns jogadores que no começo da temporada nem sequer eram cogitados para a seleção, terminam o ano em alta. Robinho, por exemplo, convocado só na "ultima chamada", para os recentes amistosos contra Honduras (5 a 0) e contra o Chile (2 a 1 na última terça-feira, em Toronto), deixou sua ida à Copa muito bem encaminhada. O volante Lucas Leiva e o lateral-esquerdo Maxwell, que não estiverem na Copa das Confederações, são outros que têm tudo para jogar o Mundial.

Alguns perderam espaço. Lucas é o maior exemplo. O ex-jogador do São Paulo esteve na maioria das convocações do ano e não rendeu. Acabou preterido por Hulk e depois pelo garoto Bernard. Kaká e Ronaldinho Gaúcho também têm poucas chances de jogar o Mundial. O primeiro decepcionou quando foi testado, em março. Estava fora de forma. O segundo se queimou ao se apresentar atrasado em abril para o amistoso contra o Chile, em Belo Horizonte. E também por pouco interagir com os companheiros. Para Felipão, ele já não acrescenta nada ao grupo.