O ex-jogador Oscar Schmidt, considerado o maior nome da história do basquete nacional, também ensaiou uma trajetória na política após encerrar sua carreira nas quadras. Morto nesta sexta-feira (17), ele chegou a disputar uma vaga no Senado e revelou que tinha ambições ainda maiores: a Presidência da República.
Em entrevista ao SportTV, Oscar contou que a candidatura ao Senado, em 1998, fazia parte de um plano mais amplo. Após mais de uma década atuando no basquete europeu, ele retornou ao Brasil com o objetivo de ingressar na vida pública.
Segundo o ex-jogador, a ideia era usar o Senado como um primeiro passo rumo ao cargo máximo do país.
Disputa acirrada contra Eduardo Suplicy
Na eleição de 1998, Oscar Schmidt concorreu ao Senado por São Paulo, mas acabou derrotado pelo então candidato Eduardo Suplicy, do PT.

Apesar da derrota, o resultado foi expressivo. Suplicy foi eleito com cerca de 6,71 milhões de votos, enquanto Oscar obteve aproximadamente 5,75 milhões, ficando próximo de conquistar a vaga.
Anos depois, o próprio ex-jogador avaliou que não ter sido eleito foi, no fim, algo positivo para sua vida pessoal.
Conhecido mundialmente como o Mão Santa, Oscar não foi apenas um jogador; ele foi o arquiteto de recordes que pareciam inalcançáveis e o rosto de uma era de ouro que colocou o basquete brasileiro no topo do pódio mundial.
Passagem pela Prefeitura de São Paulo
Antes da disputa eleitoral, Oscar teve uma experiência na administração pública. Ele foi secretário municipal de Esportes, Lazer e Recreação de São Paulo entre 1997 e 1998, durante a gestão do então prefeito Celso Pitta.
No cargo, atuou na promoção de políticas esportivas na capital paulista, mas deixou a função para concorrer ao Senado.
Embora não tenha seguido carreira política após a eleição, a passagem de Oscar Schmidt pela vida pública revela um capítulo menos conhecido de uma trajetória marcada principalmente pelo protagonismo no esporte brasileiro.
