Esportes
Para o hermano, a campanha argentina surpreende a todos, já que o objetivo final desta seleção era chegar às semifinais, fase não alcançada desde 1990
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Um dos jogadores com maior expectativa nas costas para esta Copa do Mundo, mas ainda “apagado” e discreto na competição, o atacante argentino Sergio Agüero aceitou o favoritismo alemão na final do Mundial e, aparentemente, até prefere que seja assim. Para o camisa 20 da Alviceleste, isso serve para aumentar a pressão sobre o time bávaro.
“Desde que a Copa começou, a Alemanha era favorita junto com o Brasil. Seguem dizendo isso, mas vamos fazer o nosso jogo. Por um lado, nos serve que coloquem pressão neles. Mas nós não estamos aqui por casualidade. Fizemos um grande Mundial e final é final. Vamos fazer tudo para vencer”, avaliou Agüero, em entrevista coletiva na Cidade do Galo, na última quinta-feira.
Para o hermano, a campanha argentina surpreende a todos, já que o objetivo final desta seleção era chegar às semifinais, fase não alcançada desde 1990, no Mundial da Itália: “Nos armamos bem como grupo e montamos um time sólido. Estamos em uma final onde muitos pensavam que não iríamos estar. Nosso objetivo era passar das quartas de final e quando isso aconteceu pensamos que podíamos ganhar da Holanda. Foi um jogo de xadrez. Nos pênaltis, foi sorte e estivemos bem”.
Já para o experiente meia Maxi Rodríguez, a responsabilidade está dividida para a grande decisão. “La Fiera” também comentou sobre o massacre alemão sobre a Seleção Brasileira e de como a Alviceleste deve se portar na partida para não ser surpreendida, como foram os brasileiros.
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“Foi um resultado largo para um Mundial e com duas seleções poderosas. O Brasil estava um pouco chocado depois do segundo gol. Acho importante esperar um pouco, estudar e ver como jogar. É preciso ter paciência. Neste momento, ser favorito ou não é o mesmo. É algo que se fala nas ruas. Os dois têm a responsabilidade de serem campeões. Temos a nossa oportunidade e vamos tentar aproveitar. Para conseguir grandes coisas, é preciso correr, se dedicar. Neste sentido, melhoramos muito como equipe e crescemos. Temos Leo (Messi) e todos nós nas costas”, explicou o autor do gol no último pênalti, que deu a vaga na final para a Argentina.
Argentinos e alemães farão uma decisão de Copa do Mundo pela terceira vez. Em 1986, no México, melhor para a Argentina de Maradona, que venceu por 3 a 2. Quatro anos mais tarde, os comandados de Franz Beckenbauer deram o troco na Itália, vencendo por 1 a 0. No mítico Maracanã, no Rio de Janeiro, às 16 horas, as duas seleções vão desempatar esse duelo para entrar na história.
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