O cenário que a World Surf League (WSL) temia acabou se confirmando em Raglan. Depois de conseguir colocar apenas uma bateria na água no domingo (17), a organização decidiu interromper novamente a etapa da Nova Zelândia por falta de condições consistentes no mar.
A etapa ficou on no início da janela. Porém, somente o confronto entre os irmãos Colapinto foi realizado antes da paralisação. A expectativa já estava voltada para a bateria envolvendo Gabriel Medina e Filipe Toledo. Mas a WSL optou por cancelar o restante do dia após conversas com os brasileiros ainda na água.
Confira todos os surfistas brasileiros do circuito mundial da WSL.
Previsão de ondas muda panorama da etapa na Nova Zelândia
Agora, a organização confirmou que o evento seguirá paralisado pelos próximos dias em Manu Bay. A próxima chamada oficial acontecerá apenas na quinta-feira, com possibilidade de retorno da competição na sexta-feira.
Segundo o vice-presidente de competições da liga, Renato Hickel, o oceano amanheceu praticamente sem energia.
“Como esperado, chegamos a Manu Bay nesta manhã e encontramos o oceano completamente flat. Nossa previsão mostra que essas condições devem continuar por alguns dias, então decidimos cancelar os próximos dias e retornar na tarde de quinta-feira para uma nova avaliação. Estamos confiantes de que, se não for na sexta-feira, teremos ótimas ondas previstas para o fim de semana e também para o último dia da janela do evento para concluir a competição.”
Últimos dias da janela ganham força nos modelos
Dessa forma, a tendência mais recente aponta para um crescimento gradual do mar entre sexta-feira e domingo. Esse período hoje concentra as melhores chances de realização da etapa.
Os mapas também começaram a sinalizar uma formação mais organizada de swell chegando à costa neozelandesa, com potencial para entregar ondas maiores e mais constantes do que as vistas até agora em Raglan. Em algumas leituras, inclusive, o fim da janela já aparece como o momento mais forte de todo o evento.
Outro detalhe importante envolve os modelos internacionais de previsão. Nas últimas atualizações, sistemas que anteriormente mostravam cenários diferentes passaram a apresentar uma leitura mais semelhante sobre a evolução do mar nos próximos dias.
Isso aumentou a confiança da WSL em relação à possibilidade de boas condições no final da janela.
Mudança de vento segue como principal preocupação
Apesar da melhora projetada para o swell, a direção do vento ainda continua sendo monitorada com atenção. Existe receio de mudanças mais fortes no fim da janela, especialmente com entradas laterais que podem prejudicar a formação das ondas em Manu Bay.
Enquanto isso, os próximos dias ainda devem seguir marcados por um oceano irregular e com pouca consistência. Por fim, essa situação praticamente inviabiliza a realização de baterias antes da chegada da nova ondulação prevista para a reta final do campeonato.










