Levantamento da Educação SP mostra que 99,9% dos professores estão na escola hoje

Atividades nas unidades deverão ocorrer até o dia 16 de dezembro

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03 DEZ 2019Por Da Reportagem13h00
Foto: USP Imagens

A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) orientou que todas as escolas estaduais permaneçam abertas nesta terça-feira (3) e recebam os alunos normalmente para suas atividades. As unidades possuem autonomia para definir seu calendário letivo de 200 dias, porém deve ser encerrado no mínimo, até o dia 16 de dezembro. Em caso de eventuais faltas, o superior imediato irá analisar a justificativa apresentada, de acordo com a legislação.

Para a Seduc, a valorização do professor, figura central no processo de aprendizagem, é prioridade. A pasta confia em seus professores e acredita que vão saber agir da melhor forma possível.

O governo do Estado apresentou no último dia 13 de novembro, as diretrizes do plano de reestruturação de carreira dos professores que atuam na rede estadual de educação de São Paulo. A mudança vai representar o maior crescimento do salário inicial da história de São Paulo.

A principal mudança é que, a partir de 2020, o salário inicial do professor no regime de 40 horas semanais será de R$ 3,5 mil – o que representa um aumento de 35,4% sobre o valor pago hoje, de R$ 2.585,00. Em 2022, um professor com a mesma carga horária terá salário inicial de R$ 4 mil, um aumento de 54,7% em relação à remuneração atual.

No topo da carreira, o professor poderá chegar a um salário de R$ 11 mil. Com a reestruturação de carreira proposta, professores com mestrado e doutorado serão valorizados e terão acréscimo salarial de 5% e 10%, respectivamente.

O modelo proposto pelo Projeto de Lei baseia-se em estudos e escuta da rede por meio de pesquisas de percepção, grupos focais, seminários, encontros, videoconferências e debates com educadores, diretores de escola e dirigentes.

A adesão à modernização da carreira docente será totalmente voluntária. Cada professor fará a opção com base em sua própria realidade. Ninguém será obrigado a aderir ao novo modelo – quem preferir permanecer no modelo atual terá os direitos garantidos.