Guarujá segue sem previsão de retomar aulas presenciais na rede municipal

Município não seguirá linha do Governo do Estado, que prevê a volta às aulas presenciais no próximo dia 8 de setembro

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05 AGO 2020Por Da Reportagem18h10
A decisão foi tomada pela Prefeitura na tarde desta quarta-feiraFoto: HYGOR ABREU/PMG

Até segunda ordem, as aulas presenciais na rede municipal de ensino de Guarujá não serão retomadas. A decisão foi tomada pela Prefeitura na tarde desta quarta-feira (5), depois de discussões com as secretarias municipais de Educação, Esporte e Lazer (Sedel) e também de Saúde (Sesau).

Dessa forma, o Município não seguirá a linha já anunciada pelo Governo do Estado, que prevê a retomada das aulas presenciais na rede pública a partir do dia 8 de setembro, com pelo menos 35% dos alunos. Em Guarujá, as aulas presenciais na rede municipal estão interrompidas desde o dia 23 de março, em função da pandemia da Covid-19.

A preocupação da Prefeitura com estudantes, professores, pais e servidores da Educação é o que motivou a decisão. "O cuidado com a saúde vem em primeiro lugar. Estamos numa pandemia e essa é a decisão mais sensata neste momento", definiu o prefeito Válter Suman, que é médico.

Segundo o chefe do Executivo, a decisão se deve, principalmente, à indefinição do cenário mundial, do ponto de vista da saúde pública, na medida em que ainda não há uma vacina contra a Covid-19.

Aulas remotas e segurança alimentar
Enquanto as aulas presenciais não são retomadas, a Prefeitura disponibiliza o Projeto de Ensino Remoto aos cerca de 34 mil alunos matriculados na rede municipal de ensino, o que acontece desde abril. Nele, os alunos possuem acesso pela plataforma online (no site da Prefeitura www.guaruja.sp.gov.br) ou por meio da retirada de material impresso nas unidades.

Conforme último balanço realizado pela Sedel, já são 27.200 alunos com acesso ao Projeto (online ou impresso). Desses, 21.760 estão com participação efetiva na ação, ou seja, 80% dos estudantes.

Outra ação importante desenvolvida pela Prefeitura é a disponibilidade da retirada da merenda escolar, mesmo com as aulas presenciais suspensas. Isso para garantir a segurança alimentar dos estudantes em situação de vulnerabilidade social, uma vez que, para muitos, a refeição na escola pode significar a única completa do dia.

Desde abril, 209.418 refeições foram servidas neste período de pandemia da Covid-19. Para isso, a Sedel mantém 13 escolas polo para retirada da alimentação, que acontece das 11 às 12 horas, e das 14 às 15 horas.