Bruno Covas libera reabertura de escolas de São Paulo em 1º de fevereiro

A autorização para a retomada das aulas presenciais ocorre em um momento de alta no número de casos e mortes na cidade

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14 JAN 2021Por Folhapress16h30
O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), autorizou que as escolas da capital paulista, públicas e particulares, reabram a partir de 1º de fevereiroFoto: Moises Nascimento/Divulgação

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), autorizou que as escolas da capital paulista, públicas e particulares, reabram a partir de 1º de fevereiro. Elas poderão receber inicialmente 35% dos alunos. A autorização para a retomada das aulas presenciais ocorre em um momento de alta no número de casos e mortes na cidade.

A medida segue o plano estabelecido pelo governador João Doria (PSDB) que, em dezembro do ano passado, classificou os estabelecimentos de ensino como serviços essenciais para que possam abrir em qualquer fase da pandemia. Ao contrário da determinação do governo

estadual, as escolas municipais não irão obrigar o retorno presencial de todos os estudantes. As famílias poderão escolher por mandar ou não os filhos para as aulas. Alunos e professores do grupo de risco não devem voltar para as atividades presenciais.

Segundo Edson Aparecido, secretário municipal de Saúde, a liberação da reabertura das escolas ocorreu após a finalização do 4º inquérito sorológico escolar que não encontrou "evidências suficientes" de que crianças de 4 a 14 anos aumentem a transmissão de Covid-19.

"Observamos durante quase um ano as taxas de incidência, internação e óbitos em crianças do município e elas se revelaram muito consistentemente baixas. Foi preciso um longo tempo de análise para tomar a decisão mais adequada", disse Aparecido.

Segundo o estudo sorológico, a incidência do vírus na população de 4 a 14 anos no município é de 16%.

Fernando Padula, novo secretário municipal de Educação, disse que as escolas municipais vão receber os alunos a partir do dia 15 de fevereiro. Os professores, que não forem do grupo de risco, devem retornar no dia 1º para o planejamento das atividades.

Segundo ele, haverá o rodízio de alunos para respeitar o limite de 35% da capacidade das escolas - cada uma delas irá definir um plano próprio para a distribuição. Padula disse que a pasta não determinou a obrigatoriedade de retorno por respeitar a decisão das famílias.

"Entendemos que esse é um momento de muito medo e insegurança nas famílias. Precisamos gradativamente construir essa segurança, mostrar que a escola é necessária e que os riscos são pequenos", disse.

O secretário garantiu que todas as cerca de 4 mil escolas do município estão preparadas para receber os estudantes de forma segura. Segundo ele, todas elas serão vistoriadas nos próximos 15 dias para verificação das instalações. "Caso seja constatado que não há segurança, a escola não reabre."