Alunos farão prova para determinar quanto aprenderam durante a quarentena

A previsão inicial é que as aulas de reforço e recuperação se estendam até 2021

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21 SET 2020Por Folhapress10h10
Prova será aplicada a todos os alunos da rede municipal e estadual de São Paulo após o retorno das aulas presenciaisFoto: Divulgação

Uma prova que será aplicada a todos os alunos da rede municipal e estadual de São Paulo após o retorno das aulas presenciais para avaliar o que eles aprenderam durante a quarentena é o que vai definir quando os estudantes vão terminar o ano letivo de 2020.

A previsão inicial é que as aulas de reforço e recuperação se estendam até 2021, e não está descartada a possibilidade de que a conclusão dos conteúdos seja apenas em 2022, segundo a Secretaria Estadual de Educação, gestão João Doria (PSDB).

Chamada de avaliação diagnóstica, a prova vai mostrar um perfil dos alunos de cada escola e, a partir daí, os professores vão dar continuidade ou não ao que foi previsto de conteúdo para o ano letivo de 2020.

Segundo o secretário municipal de Educação de SP, Bruno Caetano, todo o calendário do ano letivo, reforço e recuperação escolar vão depender do resultado da avaliação diagnóstica. "Finalizada a avaliação e traçando um perfil de cada escola e de cada sala de aula, os professores vão retomar o ano letivo a partir do ponto que o diagnóstico indicar", afirmou o secretário.

Caetano admitiu que uma mesma sala de aula poderá ter alunos em níveis diferentes de aprendizado. Para compensar essa diferença, a prefeitura pretende colocar o ensino em período integral em todas as escolas da capital. As que não tiverem espaço físico para o contraturno, os alunos receberão tablets e pacote de dados para assistirem às aulas pela internet.

Caetano disse ainda que os conteúdos dos anos letivos de 2020 e 2021 serão trabalhados juntos. Por isso, não haverá reprovação.

Já na rede estadual, o secretário-executivo de Educação, Haroldo Correa Rocha, também afirmou que será a avaliação diagnóstica que vai definir a retomada do conteúdo. Segundo ele, o programa de recuperação e reforço para quem não conseguiu aprender o que era esperado já está pronto e será aplicado também pela internet, por meio do centro de mídias da secretaria.

"O centro de mídias dará flexibilidade para fornecer as aulas de reforço mais as aulas de conteúdo normal do ano letivo", afirmou Rocha, ao lembrar que o conteúdo letivo de 2020 vai se estender até 2021, podendo terminar apenas em 2022, mas ainda não está definido se haverá ou não reprovação dos alunos.

Sobre os alunos que estão no último ano do ensino médio e pretendem prestar vestibular, os dois secretários confirmaram que terão prioridade na retomada das aulas presenciais para que possam concluir o curso.