Venda de imóvel usado cresce 56,87% na Baixada Santista após 3 meses de queda

Pesquisa, feita pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (CreciSP), apurou dados com 88 imobiliárias e corretores de oito cidades da região

Vendas de imóveis feitas com pagamento à vista também cresceram em fevereiro

Vendas de imóveis feitas com pagamento à vista também cresceram em fevereiro | Nair Bueno/DL

Não foi por ação dos bancos, financiando mais aquisições, mas dos próprios donos de imóveis e dos compradores que o mercado de imóveis usados registrou crescimento de 56,87% nas vendas em Santos e mais sete cidades da Baixada Santista em fevereiro frente a janeiro. Essa alta pôs fim a três meses seguidos de baixa nas transações, que vinham em queda desde novembro de 2021.

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Pesquisa feita pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (CreciSP) com 88 imobiliárias e corretores de oito cidades da região apurou que bancos públicos e privados financiaram a aquisição de apenas 24% das casas e apartamentos vendidos em fevereiro. Quem ‘financiou’ a maioria das vendas 38,67% do total foram os próprios donos dos imóveis, que parcelaram o pagamento aos compradores. A participação dos bancos foi a menor desde novembro e a dos proprietários, a maior.

As vendas feitas com pagamento à vista também cresceram em fevereiro, chegando a 36% do total, maior percentual observado nesses quatro meses. A parcela dos consórcios foi minoritária, de 1,33% em fevereiro, e inferior à última registrada nesse período, de 2,22% em dezembro. Somadas as vendas feitas à vista, com pagamento parcelado e por consórcios, elas superaram percentualmente as realizadas por financiamento bancário entre novembro do ano passado e fevereiro (ver quadro abaixo).

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Foram vendidos em fevereiro mais apartamentos (68,63% do total) do que casas (31,37%) e 63,89% deles com preços médios de até R$ 300 mil. Esses imóveis estão distribuídos por bairros de periferia (44,26%), de regiões nobres (40,98%) e do centro (14,75%) das oito cidades pesquisadas. O padrão construtivo dessas residências é médio (52,94%), standard (27,45%) ou luxo (19,61%).

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Os apartamentos que as imobiliárias venderam têm dois dormitórios (45% do total), um (25%), três (15%) ou quatro (5%) ou são quitinetes (10%). A maioria tem uma vaga de garagem (70%) e a área útil varia de 51 a 100 metros quadrados (40% deles), de 101 a 200 m² (20%) e de 201 a 300 m² (5%). Outros 35% têm até 50 m² disponíveis.

As casas têm, na maioria, dois dormitórios (75% delas), área útil variando entre 51 e 100 metros quadrados (43,75%), de 101 a 200 m² (31,25%) e até 50 m² (25%) e dispõem de duas vagas de garagem (50%), uma (43,75%) ou quatro vagas (6,25%).

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Banco perde protagonismo

Essa “fotografia” do mercado da Baixada Santista em fevereiro, segundo definição do presidente do CreciSP, José Augusto Viana Neto, permite duas interpretações: “A primeira é positiva, por sabermos que há compradores com recursos para comprar à vista e vendedores com disposição para parcelar os pagamentos, e a segunda é negativa por vermos que os bancos não são os protagonistas e líderes do mercado, como deveriam ser”.

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“Os bancos não podem abdicar do papel de principais facilitadores do acesso à casa própria”, afirma Viana Neto, ao defender que, entre outras medidas que deveriam adotar, como a redução de taxas cobradas nos empréstimos e ampliação dos prazos de financiamento com redução da parcela de entrada, eles “não embarquem na onda do Banco Central que elevou a Selic para 11,75% e façam o mesmo com as taxas de juros dos financiamentos”.

Ao financiar a compra de um imóvel, o presidente do CreciSP lembra que os bancos não fazem uma simples operação de crédito, “mas um empréstimo de longo prazo que fideliza o mutuário à instituição por um longo período e o torna cliente cativo e usuário de muitos outros produtos e serviços que lhes rendem ganhos expressivos”. Viana Neto afirma que essas características dos financiamentos imobiliários “por si só justificam moderação nos juros, redução dos custos dos empréstimos e facilitação do acesso ao crédito”.

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Locação de residências tem queda de 28,47%

As 88 imobiliárias e corretores de Santos e de outras sete cidades da Baixada Santista que responderam à pesquisa do CreciSP viram o volume de imóveis alugados cair 28,47% em fevereiro depois da alta registrada em Janeiro, que foi de 22,22% sobre dezembro.

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Eles alugaram mais apartamentos (55,56% do total) do que casas (44,44%) e com 66,67% dessas novas locações enquadradas nas faixas de aluguel mensal de até R$ 1.500,00. Mais da metade (52,83%) desses imóveis é de bairros de periferia, 28,30% de bairros centrais e 18,87% de áreas nobres. É também maioria (61,76%) os que são do padrão construtivo médio, 35,29% do padrão standard e 2,94% do padrão luxo.

Os apartamentos de dois dormitórios foram os mais alugados (57,14%), seguidos pelas quitinetes (21,43%), pelos de um dormitório (14,29%) e pelos de três (7,14%). A maioria tem uma vaga de garagem (81,25%) e a área útil é variável: 50% têm de 51 a 100 metros quadrados, 43,75% dispõem de até 50 m² e 6,25% têm entre 101 e 200 m².

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As casas têm dimensões maiores, com 42,86% dispondo de três dormitórios, 35,71% com dois e 21,43% com um dormitório. A área útil de 42,86% mede entre 51 e 100 metros quadrados, 28,57% dispõem de até 50 m², 14,29% entre 101 e 200 m² e 14,29% entre 201 e 300 m². Assim como nos apartamentos, a maioria tem duas vagas de garagem (57,14%).

A pesquisa CreciSP foi feita nas cidades de Bertioga, Guarujá, Itanhaém, Mongaguá, Peruíbe, Praia Grande, Santos e São Vicente.