Economia

Venda de imóveis usados cresce 24,11% no início do segundo semestre

O levantamento foi feito com 88 imobiliárias e corretores de oito das nove cidades que compõem a Baixada Santista

Caroline Souza

Publicado em 03/09/2022 às 07:33

Atualizado em 03/09/2022 às 08:39

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Pesquisa é do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de SP / Nair Bueno/ DL

Uma pesquisa realizada pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis de SP apontou um acréscimo de 24,11% nas vendas de imóveis usados na Baixada Santista, entre os meses de junho e julho deste ano. 

O levantamento foi feito com 88 imobiliárias e corretores de oito das nove cidades que compõem a Baixada Santista: Bertioga, Guarujá, Santos, São Vicente, Praia Grande, Itanhaém, Mongaguá e Peruíbe. 

A compra de imóveis no mês de julho ficou dividida da seguinte forma: 11,11% para casas e 88,89% para apartamentos. A maioria dos imóveis (64%) foi adquirida na faixa de preço de até R$ 300 mil. 

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Entre aqueles que optaram por comprar uma casa, a preferência foi para imóveis de 2 dormitórios, com 1 ou 2 vagas de garagem e área útil de 51 a 200 m².

Os apartamentos mais vendidos foram os de 2 dormitórios, com uma vaga de garagem e área útil de 51 a 100 m².

“Muitas pessoas mudaram para os imóveis de veraneio do litoral durante a pandemia. Agora, temos visto que essas pessoas estão vendendo o imóvel menor e comprando um maior, buscando mais conforto. A vinda de novos moradores, principalmente para Santos, Praia Grande e Guarujá, tem movimentado o mercado imobiliário da Baixada Santista”, afirma o presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de SP (CRECISP), José Augusto Viana Neto.

LOCAÇÕES

As locações, no entanto, caíram 10,86% entre os meses de junho e julho na região. 

A maioria dos novos inquilinos (68,42%) optou por alugar um apartamento. Outros 31,58% preferiram por casas. 

Imóveis com aluguel até R$ 1.750,00 foram os mais procurados, com 76,67% do total de novas locações.

“A faixa de preço das locações na Baixada Santista tem uma peculiaridade: a maioria é de aluguéis de até R$ 1.750, uma média que é pouco vista nas demais regiões do Estado”, ressalta Viana.

Quanto ao número de dormitórios, a pesquisa apontou que as casas mais alugadas foram as de 2 quartos e, os apartamentos, de apenas 1 dormitório. Em ambas as categorias (casas e apartamentos), os novos inquilinos optaram por imóveis com 1 vaga de garagem e área útil de 51 a 100 m². 

EVOLUÇÃO MENSAL

O ano começou com uma queda de 35,76% na venda de imóveis e aumento de 22,22% nas locações. Em fevereiro, a pesquisa apontou aumento nas vendas (56,87%) e queda nas locações (-28,47%). Fechando o primeiro trimestre, março teve queda nas vendas (-17,14%) e aumento nas locações (15,62%).

Em abril, vendas e locações fecharam em queda de 4,96% e 13,96%, respectivamente. No mês de maio, as vendas continuaram caindo (-31,14%), mas houve aumento nas locações (32,28%). Já no mês de junho, as vendas aumentaram 22% e as locações tiveram queda de 5,72%. 

O presidente do CRECISP também falou sobre as projeções para o restante do ano. “A expectativa para o segundo semestre é muito boa. No entanto, na semana passada, tivemos uma notícia que pode haver um aumento na taxa de juros e isso reflete no mercado, porque o financiamento é o principal meio de aquisição da casa própria. Mas a expetativa é de que os bancos não aumentem as taxas”, afirma. “Outro fator que nos deixa otimistas é que o número de empregos formais tem aumentado, o que impacta na decisão pela compra do imóvel”.

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