Economia
Conjunto de medidas inclui resgate a qualquer momento para título atrelado à Selic, limite de aplicação ampliado e flexibilização de aportes mínimos
Chamado de "Poupança de Emergência", produto terá renda diária garantida e visa ser reserva de emergência / Reprodução/Adobe Stocki
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A partir de 2026, o Tesouro Direto deve ampliar de forma significativa o acesso aos recursos dos investidores. A proposta prevê resgates 24 horas por dia, sete dias por semana, inclusive em madrugadas, fins de semana e feriados, com o valor creditado instantaneamente na conta por meio do Pix.
O funcionamento ininterrupto será possível graças à integração direta do Tesouro Direto com o sistema Pix, que já opera 24/7. Inicialmente, a novidade será lançada com um novo título público, provisoriamente chamado de “Poupança de Emergência”.
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O papel deve acompanhar a taxa Selic, assim como o Tesouro Selic tradicional, mas com a garantia de valorização diária, independentemente das oscilações do mercado.
A iniciativa coloca o Tesouro em concorrência direta com produtos de alta liquidez, como a caderneta de poupança e as chamadas “caixinhas” de bancos digitais. Enquanto a poupança ainda concentra cerca de 32 milhões de brasileiros, o Tesouro Direto reúne pouco mais de 3 milhões de investidores.
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Além do resgate 24/7, o Tesouro Direto já promoveu outras mudanças recentes para atrair pequenos investidores, como o fim do valor mínimo fixo de R$ 30, agora limitado a 1% do valor do título, e o aumento do teto mensal de aplicações para R$ 2 milhões.
A expectativa é que o novo título tenha valor inicial mais baixo, facilitando o acesso de quem busca uma reserva de emergência.
No entanto, a ampliação da atratividade dos títulos públicos depende também da credibilidade fiscal do país. A confiança dos investidores na capacidade do governo de administrar a dívida pública seguirá como um dos principais debates em 2026, quando ocorre as novas eleições presidenciais.
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