Sucesso na ceia dos brasileiros, chester veio da Escócia e peru do México

O chester chegou ao País em 1979, trazido por um dos maiores frigoríficos do Brasil

Comentar
Compartilhar
24 DEZ 2017Por Da Reportagem11h30
O chester nada mais é do que um frango de grande porteFoto: Divulgação

O melhoramento genético de uma linhagem de frangos nativa da Escócia deu origem a um sucesso na mesa dos brasileiros no Natal. O chester chegou ao País em 1979, trazido por um dos maiores frigoríficos do Brasil. A ideia era ter uma ave com bastante peito e concentração de carne nas coxas, uma iguaria leve e saborosa, capaz de fazer frente ao peru do concorrente, que havia se tornado campeão de vendas na década de 1970, graças à publicidade que cativava especialmente o público infantil. Era o Peru da...

Pois bem, durante três anos, 11 linhagens do frango escocês foram testadas e melhoradas sob sigilo, no Rio Grande do Sul. Até que, no Natal de 1982, ele chegou ao mercado, como marca registrada e o nome levou em conta sua origem, já que chest significa peito na língua inglesa, ou seja, o próprio nome definia a característica do produto.

Então, o chester nada mais é do que um frango de grande porte, com os mesmos 60 centímetros de altura do peru e quatro quilos de peso, contra 4,5 quilos do concorrente. Mas, só os machos são vendidos como chester. Seu abate é precoce. Com apenas 50 dias, ele já está no peso ideal. Menores, as fêmeas acabam sendo comercializadas como frango comum, congelado.

Assim como o chester, o peru também não é brasileiro. O animal é nativo do México e foi domesticado há mil anos. Importado da América e muito apreciado na Portugal do século 16, os lusitanos acabavam se referindo a toda a América Espanhola como Peru, daí o nome do País vizinho.

Galinhas livres...
A Cooperativa Central Aurora reiterou nesta semana compromisso de eliminar completamente da sua linha de produção ovos de galinhas criadas em gaiolas, considerada uma das práticas mais cruéis contra animais no mundo. Segundo a Aurora, dentre seus fornecedores, só a JBS ainda não extinguiu a prática, o que deve acontecer até 2020.

...para o bem-estar animal
A Aurora é o terceiro maior produtor de alimentos cárneos do País e congrega 13 cooperativas filiadas, com mais de 70 mil famílias rurais.

Atenção: atum com o...
A agência norte-americana que fiscaliza alimentos e drogas (FDA) acaba de alertar importadores e consumidores sobre o risco de se contrair hepatite A com a ingestão de atum cru. O peixe sob suspeita de conter o vírus causador da doença é proveniente de duas empresas da Indonésia e do Vietnã.

...vírus da hepatite A
A FDA acredita que os peixes foram contaminados devido a condições insalubres na produção ou embalagem, falta de higiene dos trabalhadores, falta de saneamento básico e/ou água contaminada nas indústrias.

Fim do Aedes...
Pesquisadores da Unesp de Botucatu identificaram seis bactérias capazes de matar até 90% das larvas do Aedes aegypti em até 48 horas após o contato. Dados preliminares do estudo, apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado, foram apresentados em novembro na Assembleia Legislativa.

...está próximo
Serão necessários novos estudos para caracterizar o potencial larvicida desses microrganismos, avaliar as concentrações necessárias, o período mínimo de exposição e o tempo que as bactérias permanecem ativas.

Tim, tim com...
A Cooperativa Vinícola Garibaldi registra crescimento de 30% na produção de espumantes em 2017, atingindo dois milhões de garrafas. A Garibaldi acredita em rótulos já consagrados como Chardonnay, Prosecco e Moscatel, premiados mundo afora, para incrementar as festas de fim de ano.

...espumante brasileiro
A Garibaldi está no mercado há 86 anos, possui 396 famílias associadas, de 12 cidades gaúchas, responsáveis por 900 hectares de vinhedos. Os maiores consumidores de espumantes da Cooperativa são Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Distrito Federal, Minas, Paraná, Mato Grosso e Espírito Santo.

Filosofia do campo:
“Se tem uma coisa que detesto nesse mundo são as festas obrigatórias em que as pessoas choram porque estão alegres, os fogos de artifício e as musiquinhas que não têm nada a ver com um menino que nasceu há dois mil anos num estábulo indigente”, Gabriel García Márquez (1927/2014), escritor colombiano.