Economia

Selic deve cair em 2026 e isso pode revolucionar o financiamento imobiliário no Brasil

Projeções indicam juros menores, crédito mais fácil e possível corrida por imóveis; especialistas explicam o que muda para quem quer comprar

Luana Fernandes Domingos

Publicado em 29/11/2025 às 09:41

Atualizado em 29/11/2025 às 09:59

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Taxas menores tornam os contratos mais acessíveis e melhoram o planejamento financeiro das famílias / Divulgação

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A trajetória da economia brasileira em 2026 pode inaugurar um novo capítulo para quem sonha em comprar imóvel. Com a Selic ainda em 15% ao ano, patamar que encareceu o crédito e reduziu o apetite dos bancos, o financiamento imobiliário perdeu força nos últimos anos.

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Mas novas projeções começam a redesenhar o cenário: analistas estimam queda da taxa básica para cerca de 12% até o fim de 2026, abrindo espaço para juros menores, maior oferta de crédito e condições mais favoráveis ao comprador.

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A possível virada já movimenta o debate no setor. O especialista em financiamento imobiliário Murilo Arjona explica que a Selic é um elemento chave do mercado.

“A Selic impacta diretamente tanto o SFI quanto o SFH, porque encarece o funding, os recursos que o banco capta para emprestar”, afirma. Hoje, com juros altos, os bancos naturalmente oferecem crédito mais caro — e mais restrito. “Quando a taxa básica cai, o custo de captação diminui e os bancos se tornam mais dispostos a oferecer crédito com condições melhores”, completa.

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Por que a Selic mexe tanto no financiamento imobiliário?

A taxa básica serve de referência para todo o custo do dinheiro no país. Quando está elevada, o crédito fica mais caro e menos acessível; quando cai, abre espaço para facilidades. No setor imobiliário, isso tem impacto direto:

juros mais altos → parcelas mais pesadas

crédito mais restrito → menor aprovação

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custo total elevado → menos compradores

Com a tendência de queda, analistas projetam que juros de financiamento fiquem mais baixos e spreads bancários diminuam, tornando as prestações mais acessíveis e ampliando a capacidade de compra das famílias.

O que pode mudar para quem quer financiar em 2026

Murilo Arjona destaca duas mudanças práticas que o consumidor sente primeiro quando a Selic começa a cair:

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Maior disponibilidade de crédito

Bancos tendem a aprovar mais financiamentos. “Crédito mais fácil, na minha visão, impacta até mais do que juros mais baratos”, avalia o especialista.

Redução gradual do custo das parcelas

Taxas menores tornam os contratos mais acessíveis e melhoram o planejamento financeiro das famílias.

Além disso, existe um efeito colateral: juros baixos aquecem o mercado imobiliário. Com mais compradores, cresce a demanda, estimulando novos lançamentos — e podendo reduzir a oferta em algumas regiões.

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Quem mais deve sentir esse impacto?

Famílias de renda média e alta

São as mais beneficiadas, especialmente quem financia fora dos programas sociais. No crédito de mercado, cada ponto da Selic tem peso direto no valor das parcelas.

Construtoras e incorporadoras

Juros menores significam obras mais baratas, crédito facilitado e ambiente favorável para novos projetos. Isso acelera lançamentos e movimenta toda a cadeia do setor.

É melhor comprar agora ou esperar 2026?

Com a perspectiva de juros menores, surgem dois caminhos:

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Comprar agora

Aproveitar condições atuais e, caso a Selic caia, fazer portabilidade ou renegociação futura.

Esperar 2026

Para buscar juros menores — porém com o risco de preços mais altos devido à valorização imobiliária gerada pela própria queda dos juros.

Para Murilo Arjona, o recado é direto. “Se você pode comprar hoje, compre. O mercado deve se movimentar com a queda da Selic, e quem espera pode acabar pagando mais caro.”

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Um novo ciclo à vista

Caso as projeções se confirmem, 2026 pode marcar o renascimento do crédito imobiliário no Brasil, com juros menores, maior aprovação, impulsos ao setor da construção e novas oportunidades para quem busca um imóvel.

A expectativa de cortes na Selic devolve otimismo ao mercado — e indica que o momento de se planejar é agora.

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