Economia
Projeções indicam juros menores, crédito mais fácil e possível corrida por imóveis; especialistas explicam o que muda para quem quer comprar
Taxas menores tornam os contratos mais acessíveis e melhoram o planejamento financeiro das famílias / Divulgação
Continua depois da publicidade
A trajetória da economia brasileira em 2026 pode inaugurar um novo capítulo para quem sonha em comprar imóvel. Com a Selic ainda em 15% ao ano, patamar que encareceu o crédito e reduziu o apetite dos bancos, o financiamento imobiliário perdeu força nos últimos anos.
Mas novas projeções começam a redesenhar o cenário: analistas estimam queda da taxa básica para cerca de 12% até o fim de 2026, abrindo espaço para juros menores, maior oferta de crédito e condições mais favoráveis ao comprador.
Continua depois da publicidade
A possível virada já movimenta o debate no setor. O especialista em financiamento imobiliário Murilo Arjona explica que a Selic é um elemento chave do mercado.
“A Selic impacta diretamente tanto o SFI quanto o SFH, porque encarece o funding, os recursos que o banco capta para emprestar”, afirma. Hoje, com juros altos, os bancos naturalmente oferecem crédito mais caro — e mais restrito. “Quando a taxa básica cai, o custo de captação diminui e os bancos se tornam mais dispostos a oferecer crédito com condições melhores”, completa.
Continua depois da publicidade
A taxa básica serve de referência para todo o custo do dinheiro no país. Quando está elevada, o crédito fica mais caro e menos acessível; quando cai, abre espaço para facilidades. No setor imobiliário, isso tem impacto direto:
juros mais altos → parcelas mais pesadas
crédito mais restrito → menor aprovação
Continua depois da publicidade
custo total elevado → menos compradores
Com a tendência de queda, analistas projetam que juros de financiamento fiquem mais baixos e spreads bancários diminuam, tornando as prestações mais acessíveis e ampliando a capacidade de compra das famílias.
Murilo Arjona destaca duas mudanças práticas que o consumidor sente primeiro quando a Selic começa a cair:
Continua depois da publicidade
Bancos tendem a aprovar mais financiamentos. “Crédito mais fácil, na minha visão, impacta até mais do que juros mais baratos”, avalia o especialista.
Taxas menores tornam os contratos mais acessíveis e melhoram o planejamento financeiro das famílias.
Além disso, existe um efeito colateral: juros baixos aquecem o mercado imobiliário. Com mais compradores, cresce a demanda, estimulando novos lançamentos — e podendo reduzir a oferta em algumas regiões.
Continua depois da publicidade
São as mais beneficiadas, especialmente quem financia fora dos programas sociais. No crédito de mercado, cada ponto da Selic tem peso direto no valor das parcelas.
Juros menores significam obras mais baratas, crédito facilitado e ambiente favorável para novos projetos. Isso acelera lançamentos e movimenta toda a cadeia do setor.
Com a perspectiva de juros menores, surgem dois caminhos:
Continua depois da publicidade
Aproveitar condições atuais e, caso a Selic caia, fazer portabilidade ou renegociação futura.
Para buscar juros menores — porém com o risco de preços mais altos devido à valorização imobiliária gerada pela própria queda dos juros.
Para Murilo Arjona, o recado é direto. “Se você pode comprar hoje, compre. O mercado deve se movimentar com a queda da Selic, e quem espera pode acabar pagando mais caro.”
Continua depois da publicidade
Caso as projeções se confirmem, 2026 pode marcar o renascimento do crédito imobiliário no Brasil, com juros menores, maior aprovação, impulsos ao setor da construção e novas oportunidades para quem busca um imóvel.
A expectativa de cortes na Selic devolve otimismo ao mercado — e indica que o momento de se planejar é agora.