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Segundo o Itáu, economia deve crescer menos que em 2018

A expectativa é de que a economia terá mais um ano perdido

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13 MAI 2019Por Folhapress20h25
A projeção anterior foi divulgada há um mês pelo ItaúFoto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

O Itaú prevê que a economia brasileira crescerá apenas 1% em 2019, menos que o avanço de 1,1% registrado em 2018.

Na semana passada, o Bradesco havia cortado sua estimativa para 1,1%, consolidando a expectativa de que a economia terá mais um ano perdido.

A projeção anterior, divulgada há um mês pelo Itaú, era de avanço de 1,3%. Além disso, o banco cortou a projeção para o PIB (Produto Interno Bruto) de 2020 de 2,5% para 2%.

"Acreditamos que o crescimento do PIB poderá acelerar para 2,0% no próximo ano, após corte da taxa Selic para 5,5%", escreveu o Itaú em nota.

O banco espera que a Selic terminará o ano em 5,75% e que haverá um corte adicional para 5,50% no começo de 2020. A taxa básica de juros está em 6,50% desde março do ano passado.

Segundo o Itaú, ela não está em nível estimulativo o bastante para levar a economia a crescer mais de 1%. O Banco Central tem mantido a taxa apesar da fraqueza da atividade econômica por considerar que novos cortes dependem da aprovação da reforma da Previdência.

O Itaú disse ainda que a inflação deverá terminar este ano e o próximo em 3,60%, patamar abaixo do piso da meta, que é de 4,25% neste ano. Em 2020, a meta de inflação foi fixada em 4%.

"Entre os fatores que contribuem para a dinâmica benigna da inflação este ano, destacam-se a inércia favorável, expectativas ancoradas e elevada capacidade ociosa da economia", afirmou o banco.

O corte na projeção de crescimento do ano está associada à revisão nas estimativas do primeiro trimestre.

O Itaú ainda trabalhava com alta de 0,1%, mas passou a prever queda de 0,2% na economia.

O número será divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) no final do mês.

"A confiança do empresário não se recuperou em abril, após forte queda em março, e a criação de empregos está desacelerando - fatores que nos levam a crer que a incerteza associada à implementação de reformas tem pesado em alguma medida sobre a atividade econômica", acrescentaram os economistas do banco.

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