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Economia

Resultado das eleições pode mudar mercado imobiliário

No entanto, o setor não deve voltar ao boom imobiliário visto em 2010, afirma o diretor Regional do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP) na Baixada Santista, Carlos ­Mechini

Caroline Souza

Publicado em 12/11/2018 às 09:45

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O resultado das eleições pode impactar não só no cenário do mercado imobiliário do País, mas também da região / Rodrigo Montaldi/Arquivo DL

O resultado das eleições pode impactar não só no cenário do mercado imobiliário do País, mas também da região. No entanto, o setor não deve voltar ao boom imobiliário visto em 2010, afirma o diretor Regional do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP) na Baixada Santista, Carlos ­Mechini.

Segundo o especialista, as medidas que o presidente eleito Jair Bolsonaro tomar vão nortear o cenário. Isso quer dizer que, sem medidas drásticas, que coloquem medo na população, e com a estabilização do dólar, a tendência é que o mercado volte a crescer. 

“O brasileiro ainda tem condição de comprar, mas tem medo. Se o medo diminuir, o mercado vai melhorar”, reitera.

Além das eleições, o diretor da Secovi afirma que o mercado da Baixada está se recuperando. Santos e Praia Grande são as duas cidades que alternam na primeira posição de vendas de imóveis residenciais. “Os outros municípios da região, embora estejam indo melhor que nos últimos anos, não apresentam tanto crescimento”, diz. De acordo com o Estudo Secovi do Mercado Imobiliário da Baixada Santista, entre julho de 2017 e junho de 2018, foram lançados 3.739 imóveis na região. Em termos de vendas, foram comercializados 2.941 imóveis no mesmo período.

“A maioria das pessoas compra imóvel por meio de financiamento imobiliário. É um compromisso financeiro que exige confiança tanto do tomador do crédito, que não pode ter medo de perder o emprego; quanto dos bancos, para que possam reduzir os spreads fomentados pela margem de risco”, completa. 

Preços

Ainda de acordo com Meschini, Praia Grande se destaca em volume de vendas, por ter melhores condições de preço de imóveis. Quem opta por Santos sabe que vai pagar um valor mais alto, mas não quer abrir mão da qualidade de vida que a cidade oferece.
“O valor dos imóveis teve um pequeno aumento percentual, cerca de 0,3% a 0,6%. No entanto, ainda considero os preços altos para a nossa região”, declara. Mesmo assim, o especialista acredita que valores menores só são possíveis em negócios pontuais. Desta forma, os valores médios do metro quadrado - R$ 7,5 mil em Santos e R$ 6,5 mil em Praia Grande - devem se manter. 

Um dormitório

Meschini afirma que os imóveis de um dormitório tem ganhado destaque que não tinham antes. “Proporcionalmente, é o imóvel mais comercializado hoje. Podemos dizer que é o ‘jogador que promete’”.
Em volume de vendas, os imóveis de dois dormitórios continuam ganhando. Segundo o diretor, é o tipo de habitação mais construída, vendida e procurada na região. 

Classes A e B

As classes A e B têm se adaptado ao novo mercado, optando por condomínios menores, mas com uma área de lazer mais completa. De acordo com Meschini, antes essa classe morava em apartamentos de 200 a 250 metros quadrados. Atualmente, a escolha é por imóveis de 150 metros quadrados.
Em 2019, outro fator que deve ajudar a mudar o cenário é a elevação do teto para financiamentos do imóvel. Os trabalhadores com saldo no FGTS poderão financiar imóvel de até R$ 1,5 milhão em todo o país. 

O teto já havia vigorado temporariamente entre fevereiro e dezembro de 2017. Mas, em 2 de janeiro deste ano, foi reduzido para R$ 950 mil. A nova norma não faz mais distinção entre as grandes capitais e os municípios do interior do país.

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