Preço do botijão de gás já passa de R$ 100 em Santos

Moradores reclamam dos altos valores dos revendedores da Cidade; proprietária se queixa de que as vendas estão baixas

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25 SET 2021Por Caroline Melo07h30
O valor do botijão de gás em Santos acompanha a alta nacional e já custa mais de R$ 100 na CidadeO valor do botijão de gás em Santos acompanha a alta nacional e já custa mais de R$ 100 na CidadeFoto: Nair Bueno/DL

O valor do botijão de gás em Santos acompanha a alta nacional. De todos os postos visitados pelo Diário, nenhum apresentou preços abaixo de R$ 100 na Cidade. O valor mais alto observado pela Reportagem chegou a R$ 105.

O posto de revenda da Ultragaz, na Vila Belmiro, é um dos locais que vende o botijão de gás à R$ 105. Caso o consumidor precise que o produto seja entregue em sua residência, o valor sobre para R$ 113,90.

A dona do posto diz que, em razão do preço, as vendas estão lentas. Menos de dez botijões são vendidos por dia. "Tive que mudar o preço todos os meses deste ano", explica.

A alta dos preços acontece por muitos motivos, o principal é o balanço da cotação internacional, junto aos reajustes realizados pela Petrobras.

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Na tentativa de conseguir o menor preço, a população inicia a busca pelo preço mais acessível.

A cabeleireira Valdirene Santana, por exemplo, comprou seu último botijão este mês, acabou pegando a mais recente alta do preço.

"Esse preço é um descaso com as pessoas, o gás deveria voltar a ser R$60.00", disse. Por ser autônoma, a falta de renda fixa dificulta na hora de separar o dinheiro para pagar as contas.

Apesar do preço do gás de cozinha não ter sido alterado pela Petrobras desde julho, quando subiu 6%, os revendedores locais têm aumentado os valores. A alta da gasolina e da energia elétrica acaba influenciam no preço final estipulado pelos comerciantes do gás.

Dilma Santos, faxineira, moradora do bairro Marapé, também paga acima de R$100 no gás. Com pouco mais de um salário mínimo por mês, ela tem que se desdobrar para comprar o botijão a cada dois meses. "Geralmente é só eu e meu marido, mas de vez em quando meus três filhos vêm visitar, aí gasto bem mais", afirmou.

Ela trabalha com faxina escolar, mas a renda é insuficiente para todas as despesas. "Antes eu bancava a casa, agora não dá mais, os preços aumentam muito e ninguém ajuda", ressalta.

Apesar de o governo do Estado de São Paulo ter implementado o Vale Gás, programa social que auxilia a população de baixa para a compra de botijão de gás de cozinha (GLP 13 quilos) com ajuda de custo de 3 parcelas bimensais de R$ 100,00, o conhecimento do benefício não chega a todos.

Dilma, por exemplo, revelou que desconhecia o programa de proteção social. Para ela, a parcela de R$100 proporcionada pelo governo estadual aliviaria o rombo em seu salário.

"A gente paga água, luz, aluguel e não sobra pra mais nada", reclama.