A infraestrutura do BRICS Pay utiliza tecnologia blockchain / Imagem gerada por IA
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Os países do BRICS deram mais um passo na cooperação financeira ao lançar o BRICS Pay, sistema próprio de pagamentos que busca facilitar transferências internacionais entre os integrantes do grupo e parceiros do chamado BRICS+.
A plataforma já está disponível para download em lojas de aplicativos e foi concebida para funcionar de forma semelhante a um “PIX internacional”.
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A proposta do sistema é permitir transações diretas em moedas locais, sem a necessidade de conversão intermediária para o dólar.
A iniciativa pretende simplificar pagamentos transfronteiriços, reduzir custos cambiais e acelerar a liquidação financeira em operações comerciais entre os países do bloco.
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A infraestrutura do BRICS Pay utiliza tecnologia blockchain e foi projetada para operar de forma integrada aos sistemas nacionais de pagamento já existentes em diferentes países. Dessa forma, a plataforma busca garantir interoperabilidade entre as redes financeiras domésticas.
A expectativa é que o sistema torne as transações internacionais mais rápidas e com menos etapas intermediárias, o que pode facilitar pagamentos tanto para empresas quanto para consumidores.
Entre os objetivos do projeto está a ampliação do uso de moedas locais nas relações comerciais entre os países do BRICS.
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A iniciativa também busca reduzir a dependência do dólar nas trocas internacionais e fortalecer o comércio entre economias emergentes, conhecido como comércio Sul-Sul.
Outro ponto destacado pelos idealizadores é a criação de uma alternativa paralela a sistemas financeiros globais tradicionais, como a rede de transferências bancárias SWIFT, além de mitigar riscos associados a sanções financeiras internacionais.
Neste primeiro momento, o BRICS Pay está voltado principalmente para operações do tipo C2B (consumer to business), em que consumidores realizam pagamentos para empresas.
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A expectativa é que a plataforma evolua gradualmente e passe a oferecer soluções mais amplas para transações digitais dentro do bloco, ampliando a integração financeira entre os países participantes e seus parceiros comerciais.