Economia

O peso no carrinho: o que mais subiu no supermercado com a nova prévia da inflação

Alta do IPCA-15 mostra pressão em alimentos e explica por que as compras do mês ficaram mais caras

Luna Almeida

Publicado em 10/03/2026 às 19:13

Atualizado em 10/03/2026 às 19:14

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Produtos comuns da feira e da cesta básica tiveram aumentos expressivos no último mês / Freepik

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A nova prévia da inflação oficial do país, medida pelo IPCA-15, registrou alta de 0,84%, indicando que o custo de vida continua pressionando o orçamento das famílias brasileiras. Embora o índice reflita diversos setores da economia, o impacto mais perceptível ocorre no supermercado, onde alimentos básicos apresentaram variações importantes de preço.

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Dados destrinchados por análises da imprensa mostram que produtos comuns da feira e da cesta básica tiveram aumentos expressivos no último mês, o que ajuda a explicar por que muitos consumidores têm sentido o carrinho cada vez mais pesado.

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Os vilões da feira e do mercado

Entre os alimentos que mais pressionaram o índice, três itens se destacaram no levantamento recente.

O tomate voltou a aparecer entre os principais vilões da inflação, com um aumento de 10,09%. O produto costuma apresentar grande volatilidade de preços, pois é muito sensível às condições climáticas. Períodos de chuva intensa ou calor extremo reduzem a oferta e acabam elevando o valor nas feiras e supermercados.

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As carnes continuam entre os itens que mais pressionam o orçamento das famílias, com um leve acréscimo de 0,76%. O aumento está ligado ao custo de produção, à demanda interna e também às exportações, que influenciam o preço da proteína no mercado doméstico.

Esses produtos possuem grande peso no consumo das famílias, o que amplifica o impacto da inflação no dia a dia.

O que ficou mais barato?

Diferente do movimento de alta em hortaliças e carnes, alguns itens fundamentais da cesta básica registraram quedas importantes na prévia de fevereiro, oferecendo um alívio estratégico para o consumidor que sabe pesquisar.

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De acordo com os dados oficiais do IPCA-15, o arroz, um dos pilares do prato do brasileiro, apresentou uma retração de 2,47%. Essa queda é significativa, pois ajuda a equilibrar o custo das refeições diárias. 

Além dele, o setor de proteínas também trouxe boas notícias: o frango em pedaços ficou 1,55% mais barato, consolidando-se como uma excelente alternativa de substituição para as carnes bovinas que subiram de preço.

Outro grupo que ajudou a segurar o índice geral foi o de frutas, que registrou uma queda média de 1,33%. 

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Esse recuo no setor de hortifrúti é fundamental para garantir uma alimentação saudável sem estourar o orçamento doméstico, permitindo que o consumidor aproveite a diversidade da safra atual com preços mais acessíveis.

Serviços e gasolina também pesam

O aumento do custo de vida não se limita ao supermercado. Outros grupos de despesas também contribuíram para a alta do IPCA-15.

Entre eles estão os transportes, especialmente combustíveis. Quando a gasolina sobe, o impacto se espalha por diferentes setores da economia, influenciando fretes e transporte urbano.

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Despesas ligadas à habitação e serviços também apresentaram variações no índice, ampliando a percepção de encarecimento do dia a dia.

Como driblar a alta

Diante da inflação, especialistas em finanças pessoais recomendam algumas estratégias para reduzir o impacto das altas de preço.

Comparar valores entre supermercados, trocar marcas por versões mais baratas e priorizar alimentos da estação são algumas das medidas mais eficientes.

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Outra dica comum é aproveitar as feiras livres perto do horário de encerramento, quando os vendedores costumam reduzir preços para evitar perdas.

Planejar as compras da semana e evitar aquisições por impulso também ajuda a manter o orçamento mais equilibrado, mesmo em períodos de inflação mais elevada.

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