Economia

Nem tudo está mais caro: o que caiu de preço e salvou a Páscoa este ano

Levantamento da APAS aponta aumento moderado no faturamento, com queda em itens básicos ajudando a conter impacto nos preços

Luana Fernandes Domingos

Publicado em 30/03/2026 às 16:24

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O azeite de oliva está entre os produtos com maior queda nos preços nesta Semana Santa / Pexels

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As vendas da cesta de Páscoa nos supermercados paulistas devem crescer 2,7% em 2026, segundo projeção da Associação Paulista de Supermercados (APAS), com base no Índice de Preços dos Supermercados (IPS), elaborado em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

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O avanço é sustentado, principalmente, pela melhora no mercado de trabalho e pelo aumento da renda real da população, ainda que fatores como juros elevados e endividamento das famílias limitem um crescimento mais expressivo.

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Apesar da alta no faturamento, os preços da cesta devem subir, em média, 4,7% — a segunda menor elevação dos últimos cinco anos.

Queda em alimentos ameniza impacto

O levantamento aponta que a redução no preço de itens importantes para o período ajuda a equilibrar o custo da cesta neste ano.

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Entre as principais quedas registradas nos últimos 12 meses estão:

  • Azeite de oliva: -22%
  • Batata: -13,62%
  • Ovos: -12,24%
  • Frutas de época: -11,38%
  • Queijo muçarela: -8,05%

Esse movimento contribui para aliviar o impacto de produtos mais caros, especialmente o chocolate, que teve alta de cerca de 20% no período.

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Chocolate segue pressionado

De acordo com o economista-chefe da APAS, Felipe Queiroz, o aumento do chocolate está diretamente ligado ao cenário internacional do cacau.

“Quando analisamos itens fundamentais, como o chocolate, vemos que o aumento vem de toda a cadeia produtiva do cacau. O setor sofre impactos das alterações climáticas e das quebras de safra no cenário internacional”, explica.

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Quaresma eleva preço dos pescados

O estudo também identificou aumento nos preços de produtos típicos da Quaresma, impulsionados pela maior demanda sazonal.

Entre as altas registradas estão:

  • Pescados em geral: 9,13%
  • Cação: 11,16%
  • Bacalhau: 8,58%
  • Sardinha: 5,85%
  • Merluza: 4,46%
  • Atum em lata: 4,27%

Segundo Queiroz, esse comportamento é recorrente neste período do ano.

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“Durante a Quaresma, há maior pressão de preços em função da demanda, o que segue um padrão histórico já observado em anos anteriores”, afirma.

Cenário ainda impõe limites

Embora o contexto econômico seja mais favorável do que em anos anteriores, com emprego e renda em recuperação, a APAS avalia que o consumo ainda enfrenta restrições.

O alto custo do crédito e o nível de endividamento das famílias continuam sendo fatores que freiam um avanço mais robusto nas vendas de Páscoa em 2026.

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