Economia

Meio trilhão de reais: como a Fazenda Nacional evitou um rombo bilionário em 2025

Decisões sobre Imposto de Renda e FGTS garantiram fôlego recorde ao governo

Nathalia Alves

Publicado em 12/03/2026 às 13:45

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Entre vitórias no STF e tecnologia de ponta, órgão alcança resultado histórico para o Brasil. / Reprodução/Freepik

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A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) fechou 2025 com números impressionantes. Entre recuperação de créditos e prevenção de perdas nos tribunais, o órgão conseguiu um resultado que soma mais de meio trilhão de reais em benefício aos cofres da União e ao FGTS.

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Foram R$ 68,1 bilhões efetivamente recuperados da dívida ativa, que inclui tributos e outros débitos não pagos, e impressionantes R$ 462,2 bilhões em perdas que foram evitadas graças a uma atuação judicial estratégica e ao uso intensivo de tecnologia.

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Mas como a PGFN conseguiu esse desempenho? A seguir, os principais fatores que explicam o resultado histórico.

Vitórias no STF que valeram bilhões

O ano de 2025 foi marcado por decisões importantes no Supremo Tribunal Federal (STF) que garantiram a manutenção de receitas essenciais.

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Em um dos julgamentos mais relevantes, a ADI 4.927, o STF confirmou a validade do limite para dedução de gastos com educação no Imposto de Renda da Pessoa Física. A decisão, que valeu para os anos de 2012 a 2014, evitou que a União tivesse que devolver cerca de R$ 153,3 bilhões aos contribuintes.

Outro marco foi o julgamento do Tema 985 da repercussão geral. O Supremo manteve a cobrança de contribuição previdenciária sobre o terço constitucional de férias. Com isso, a PGFN conseguiu preservar aproximadamente R$ 74,9 bilhões que poderiam ser questionados judicialmente.

Tecnologia e estratégia turbinam a cobrança

Longe dos tribunais, a recuperação de créditos também ganhou um novo fôlego. A PGFN investiu pesado em cruzamento de dados, sistemas eletrônicos de cobrança e integração de cadastros fiscais. O resultado foi uma cobrança mais cirúrgica, focada nos grandes devedores e com maior estímulo à regularização voluntária.

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No Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), a atuação da Procuradoria evitou perdas de R$ 164,2 bilhões em autuações de grande porte, muitas delas envolvendo empresas de setores estratégicos da economia.

Acordos inovadores

A PGFN também ampliou o uso de mecanismos de acordo para recuperar créditos de difícil recebimento. Em 2025, o Programa de Transação Integral recuperou R$ 1,7 bilhão e regularizou R$ 2,2 bilhões em débitos, oferecendo condições de pagamento ajustadas à realidade financeira dos devedores.

Mas a iniciativa mais inusitada foi o programa Agora Tem Especialistas, voltado ao setor da saúde. Nele, hospitais e clínicas podem substituir dívidas tributárias pela prestação de serviços à população. Na primeira fase, cerca de R$ 487,7 milhões em débitos foram regularizados em troca de exames, consultas e procedimentos oferecidos no SUS.

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A dívida ativa do Fundo de Garantia (FGTS) também bateu recorde. Foram R$ 1,9 bilhão recuperados em 2025, um salto de 38% em relação ao ano anterior.

O segredo? A PGFN passou a centralizar 100% das ações de cobrança do fundo, com um novo sistema que permite individualizar os valores recuperados e depositá-los diretamente nas contas dos trabalhadores prejudicados. O modelo agiliza a identificação de empresas inadimplentes e reforça a proteção aos direitos trabalhistas.

O que vem por aí

Os resultados de 2025 mostram uma PGFN mais moderna, tecnológica e estratégica. A combinação de vitórias judiciais, acordos inovadores e cobrança inteligente não só ampliou a arrecadação, como também reduziu o estoque de créditos podres e deu mais previsibilidade às contas públicas.

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Para o contribuinte, a mensagem é clara: o cerco aos devedores está mais apertado, mas as portas para a regularização, seja com desconto ou até com prestação de serviços, nunca estiveram tão abertas.

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