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AUGE DA SAFRA

Inflação dos hortifrúti desacelera em janeiro puxada pelas frutas

A temporada de colheita de frutas como a pitaia, as goiabas, o abacate e o limão taiti compensou altas de legumes, verduras e pescados

Nilson Regalado

Publicado em 16/02/2024 às 07:30

Atualizado em 16/02/2024 às 11:46

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Em dezembro, os valores dos hortifrúti haviam subido 5,09% nas centrais atacadistas do Estado de São Paulo. Com o resultado de janeiro, o índice encerrou o período de 12 meses com um acumulado de 21,90% / Agência Brasil

O índice de Preços Ceagesp fechou o mês de janeiro com deflação de 0,31%, puxado principalmente por quedas acentuadas nas cotações das frutas ao longo do mês passado (-4,83%). Nos últimos três anos, esta foi a segunda maior deflação registrada pelo setor, perdendo apenas para janeiro de 2021, quando a variação de preços foi de -4,94%. A redução no setor está ligada, principalmente, ao auge da safra de pitaia, limão, goiaba e abacate. O bom volume desses produtos no Entreposto Terminal São Paulo favoreceu a queda de preços. Em dezembro, os valores dos hortifrúti haviam subido 5,09% nas centrais atacadistas do Estado de São Paulo. Com o resultado de janeiro, o índice encerrou o período de 12 meses com um acumulado de 21,90%.

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Dos 47 itens cotados na cesta de frutas, 44,7% apresentaram redução de preço no mês passado. As principais reduções ocorreram nos valores de pitaia (-56,23%), morango (-32,91%), limão taiti (-29,02%), goiaba vermelha (-26,55%) e abacate (-23,56%). As principais altas neste setor ocorreram nos preços de manga tommy atkins (+80,76%), abacaxi havaí (+39,22%), limão siciliano (+35,34%), manga palmer (+26,48%) e coco verde (+25,90%).

O setor de legumes registrou alta de 4,06% em janeiro, na comparação com os 16,34% de alta no mês anterior. No mesmo período do ano passado, o setor apresentou variação de -0,88%. Com o resultado obtido no mês passado, o setor de Legumes encerrou o mês com um acumulado de 24,37% em 12 meses.

Dos 31 itens cotados nesta cesta de produtos, 54,8% tiveram alta de preço. As principais altas ocorreram nos preços de cenoura (+106,44%), inhame (+47,17%), quiabo (+45,92%), batata doce rosada (+43,45%) e abóbora japonesa (+37,19%).

ALTA NAS VERDURAS.

O setor de verduras variou 3,97% ante -3,41% em dezembro. No mesmo período do ano passado, o setor apresentou variação de 17,25%. Com o resultado obtido no mês passado, o setor de verduras encerrou o mês com um acumulado de 22,54% em 12 meses. Dos 39 itens cotados nesta cesta de produtos, 46,2% apresentaram alta de preço.

As principais altas ocorreram nos preços de coentro (+161,68%), salsão (+33,33%), alho-poró (+30,80%), repolho liso (+30,51%) e alface lisa (+15,07%).

O primeiro semestre do ano, normalmente, é um período no qual o setor de Verduras registra alta de preços. A combinação entre pancadas de chuva e, logo em seguida, a manutenção de temperaturas acima da média acabam gerando perdas à produção de hortaliças folhosas.
Porém, neste ano a alta de preços foi menor do que as altas observadas em mesmo período de anos anteriores.

BATATA, ALHO E OVOS.

O setor de diversos variou 14,67% ante uma variação de 8,27% no mês anterior. No mesmo período do ano passado, o setor apresentou variação de -9,76%. Dos dez itens cotados nesta cesta de produtos, 80,0% apresentaram alta de preço.

Com o resultado obtido no período, o setor de diversos encerrou o mês com um acumulado de 30,57% em 12 meses.

As batatas, principalmente a inglesa, continuaram puxando para cima o índice do setor devido às cotações médias de preços terem se mantido em patamares elevados. Nesta época do ano, 75% do volume de batata inglesa é proveniente da região Sul do país.

A região em destaque foi atingida por fortes chuvas neste primeiro mês do ano e, com isso, o volume de oferta dessa variedade de batata se reduziu no ETSP. Contudo, há uma boa notícia: esse item encerrou o mês apresentando tendência de queda nos preços.

As principais altas em janeiro ocorreram nos preços de batata lavada (+47,46%), alho nacional (+23,65%), batata asterix (+21,17%), coco seco (+5,50%) e ovos de codorna (+5,13%).

PORQUINHO E PESCADA.

O setor de pescadoos variou 6,06% ante 0,31% em dezembro. No mesmo período do ano passado, o setor apresentou variação de -0,39%. Com o resultado obtido no período, o setor de pescados encerrou o mês com um acumulado de 2,57% em 12 meses.

O aumento da demanda de espécies de água salgada tradicionais, como as pescadas e o ‘porquinho’ (peroá branco) pressionaram o setor, com altas de preços principalmente nessas espécies destacadas.

O aumento de preços no setor só não foi mais impactado por conta de espécies com maior valor agregado como salmão, robalo e atum, que registraram reduções pontuais de preços, “segurando” dessa maneira o índice do setor de Pescados em patamares menores.

Em janeiro, dos 28 itens cotados nesta cesta de produtos, 57,1% registraram inflação. As principais altas ocorreram nas anchovas (+52,33%), na pescada branca (+48,74%), no bagre de água salgada (+41,08%), no porquinho (+34,96%) e na betara (+29,14%). As principais reduções ocorreram nos preços de lula (-33,23%), cação azul (-26,12%), atum (-6,17%), robalo (-5,81%) e salmão importado (-4,55%). 

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