Grupo quer mais empregos na Região

Projeto conta com o apoio de 23 instituições de ensino superior

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23 AGO 2019Por Thaigo Costa11h15
Dados divulgados pelo IBGE apontam uma realidade alarmante: a subutilização do trabalhador subiu para 25% no BrasilFoto: Thaigo Costa/Diário do Litoral

Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam uma realidade alarmante: a subutilização do trabalhador subiu para 25%, ou seja, um em cada quatro brasileiros em perfeitas condições de trabalhar ou está desempregado; trabalhando menos do que poderia ou desistiu de procurar emprego. Com o intuito de impulsionar o crescimento econômico sustentável na geração de novos empregos e de aproximar os laços entre os municípios da Baixada Santista para mudar esse cenário, políticos e empresários se reuniram no anfiteatro do SESC Santos nesta semana.

O projeto, intitulado INOVA, tem como meta principal o “desenvolvimento econômico sustentável e a geração de empregos com qualidade de vida para a população da Baixada Santista”, explica Alberto Mourão, prefeito de Praia Grande e um dos líderes do movimento.

“Perdemos cerca de 50 mil postos de trabalho recentemente na região, ao mesmo tempo que a população não para de aumentar. Basta cada um olhar na sua cidade que verá os problemas. E esse cenário criou uma angustia, que nos fez perceber que não é momento de discórdias e sim de união”

Para ele, o movimento articulado entre os cinco segmentos (empresarial, político, acadêmico, sindical e sociedade civil), “tem tudo para dar certo, desde que os envolvidos deixem o ego e as questões políticas de fora”

O projeto, pensado com uma perspectiva metropolitana, agrega as nove cidades da BS e conta com o apoio de 23 instituições de ensino superior, tem o intuito de desenvolver e impulsionar a economia da região e consiste basicamente em três etapas: a
primeira será a realização de um diagnóstico sobre o atual estágio de desenvolvimento econômico e social da região. Em seguida, será promovida uma análise das oportunidades e ameaças para o desenvolvimento metropolitano sustentável. E, por fim, será criado um plano que direcione um desenvolvimento econômico regional sustentável.

“Elencamos: turismo; logística e transporte; siderurgia; construção civil e mercado imobiliário; setor químico, petroquímico e de fertilizantes; além da economia criativa, que também é muito forte na região”, explica Marcos Medina, reitor da Universidade Católica de Santos (Unisantos).

CEO do Complexo Empresarial Andaraguá, André Ursini conta que a Região sofre com a falta de recursos para investimentos. “O último anuncio considerável de investimento foi em 2004. Precisamos fazer um planejamento rápido. Não podemos ficar mais uma década sem diretriz de crescimento, produção e emprego”, comenta.

Para o prefeito do Guarujá, Valter Sulman, “ou a região trilha o caminho do ‘nosso’ e não do ‘eu’, ou vai ficar cada vez mais difícil de sair do buraco. Precisamos tratar nossas enfermidades regionais e para isso, basta trabalharmos juntos, pois casa dividida não para em pé”. 

Entretanto, é preciso investir em qualificação. De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Químicas, Herbert Passos Filho, o problema muitas vezes está na falta de capacitação do trabalhador. “Precisamos fazer com que o trabalhador local tenha o perfil exigido para crescermos juntos, sem competição entre municípios e segmentos”,
destaca.

OUTRAS INICIATIVAS.

Com o mesmo intuito, um grupo de trabalhadores atualmente desempregados, criou um movimento destinado a ajudar os moradores de Santos a conseguir vagas de emprego. 

“A finalidade é entrar em contato com empresas e solicitar a contratação dos moradores da região, além de enviar vagas pro PAT”, esclarece Edimilson Duarte, um dos fundadores do movimento. Sem fins lucrativos, o grupo foi criado no final
de 2018 e já conseguiu realocar no mercado de trabalho mais de 150 trabalhadores. 

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