Economia

Crise no Reino Mágico? Disney corta mais de 1 mil empregos para salvar lucros e otimizar operações

'Casa do Mickey' inicia nova rodada de cortes que procuram equilibrar os altos custos de produção com as metas financeiras de 2026

Gabriel Fernandes

Publicado em 14/04/2026 às 20:02

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Essa é a segunda vez que a Disney realiza demissões em massa em um período de três anos / Onai Leonardo/Pexels

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O CEO da Walt Disney, Josh D'Amaro, anunciou uma série de demissões em massa nesta terça-feira (14), visando otimizar as operações da empresa. Segundo uma pessoa familiarizada com o assunto, cerca de 1 mil cargos foram cortados. As informações foram divulgadas pela Forbes.

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De acordo com essa mesma fonte, os cortes feitos pela empresa atingem os setores de marketing,reorganizado em janeiro, negócios ligados ao estúdio e televisão, ESPN, produtos, tecnologia e certas funções corporativas.

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Decisão

Em um e-mail visto pela Reuters, o CEO escreveu aos funcionários: "Dado o ritmo acelerado de nossos setores, isso exige que avaliemos constantemente como promover uma força de trabalho mais ágil e capacitada tecnologicamente para atender às necessidades de amanhã". A mensagem, que foi sucinta, afirmou que, "como resultado, eliminaremos funções em algumas partes da empresa".

A última vez que a empresa do Mickey Mouse realizou uma rodada de demissões foi em 2023, quando cortou 7 mil empregos como forma de economizar US$ 5,5 bilhões em custos. Durante este período, a Disney estava sob pressão do investidor ativista Nelson Peltz para melhorar seu desempenho financeiro e conter as perdas no streaming.

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Segundo um e-mail visto pela Reuters, o CEO da Disney afirmou aos funcionários que 'Dado o ritmo acelerado de nossos setores, isso exige que avaliemos constantemente como promover uma força de trabalho mais ágil e capacitada tecnologicamente para atender às necessidades de amanhã'. Com essa mensagem, ele afirmou que essas ações resultaram nas 'eliminações de funções em algumas partes da empresa' (Eric Vo/Pexels)
Segundo um e-mail visto pela Reuters, o CEO da Disney afirmou aos funcionários que 'Dado o ritmo acelerado de nossos setores, isso exige que avaliemos constantemente como promover uma força de trabalho mais ágil e capacitada tecnologicamente para atender às necessidades de amanhã'. Com essa mensagem, ele afirmou que essas ações resultaram nas 'eliminações de funções em algumas partes da empresa' (Eric Vo/Pexels)
A última vez que a empresa do Mickey Mouse realizou uma rodada de demissões foi em 2023, quando cortou 7 mil empregos como forma de economizar US$ 5,5 bilhões em custos (Travel with Lenses/Pexels)
A última vez que a empresa do Mickey Mouse realizou uma rodada de demissões foi em 2023, quando cortou 7 mil empregos como forma de economizar US$ 5,5 bilhões em custos (Travel with Lenses/Pexels)

Outros estúdios

Além da própria Disney, a Warner Bros. Discovery e a Paramount Skydance também estão vivenciando o mesmo tipo de situação por conta das novas realidades econômicas, que incluem o declínio no negócio de televisão, bilheterias em retração e o aumento da concorrência.

No caso da Warner, o estúdio enfrentou sucessivos cortes para abater um passivo de US$ 40 bilhões. Recentemente, a empresa ainda carregava uma dívida de US$ 29 bilhões, cenário que culminou em sua venda para a Paramount Skydance por US$ 110 bilhões. No entanto, o grupo comprador também registrava um saldo devedor de US$ 10,36 bilhões no ano passado.

Quem é Josh D'Amaro?

Além de ser o CEO da Walt Disney, D'Amaro também é o chefe da divisão de Parques, Experiências e Produtos da empresa. Considerada uma peça-chave na reestruturação da Disney, sua movimentação reflete a tentativa da companhia de equilibrar os lucros dos parques temáticos com os gastos crescentes nas produções cinematográficas.

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