Crédito no País crescerá até 14% em 2014, prevê o Bradesco

Sobre o crédito consignado, o banco fez uma reestruturação na concessão desse tipo de empréstimo nas agências, o que permitiu à instituição elevar o volume originado nesse canal

Comentar
Compartilhar
21 OUT 201314h09

O sistema de crédito brasileiro deve crescer de 13% a 14% no próximo ano e o Bradesco pretende acompanhar esse ritmo de expansão, segundo o diretor executivo do banco, Luiz Carlos Angelotti. "Estamos bem competitivos em crédito e descartamos uma nova revisão para o crescimento dos empréstimos em 2014", resumiu ele, nesta segunda-feira, 21, informando também que as projeções do banco serão feitas apenas em janeiro de 2014.

A tendência, conforme Angelotti, é que o banco continue elevando os empréstimos em áreas de menos risco, como crédito consignado (com desconto das parcelas diretamente em folha de pagamento) e imobiliário. No entanto, estes setores também rendem spreads (diferença de quanto o banco paga para captar e o que cobra para emprestar) menores, um dos motivos que também motivaram a instituição a revisar novamente a projeção para margem financeira de juros. "As operações de baixo risco tendem a continuar crescendo em nosso portfólio", disse o diretor.

Sobre o crédito consignado, o executivo disse que o banco fez uma reestruturação na concessão desse tipo de empréstimo nas agências, o que permitiu à instituição elevar o volume originado nesse canal. "Hoje, o crédito consignado é originado 50% nas agências. Antes, era zero. Esse porcentual deve continuar avançando", destacou ele.

Conforme Angelotti, o quarto trimestre deve ser melhor em termos de oferta de crédito. Ele afirmou ainda que há espaço para o banco elevar o crédito voltado para micro, pequenas e médias empresas. Mais cedo, em comunicado ao mercado, o presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco Cappi, reforçou o foco do banco neste segmento. O crédito para capital de giro às micro, pequenas e médias empresas, por exemplo, foi elevado de R$ 3 bilhões para R$ 6,5 bilhões

O crédito para capital de giro às micro, pequenas e médias empresas, por exemplo, foi elevado de R$ 3 bilhões para R$ 6,5 bilhões (Foto: Divulgação)