Concurso nacional elege cinco queijos do Vale do Ribeira entre os melhores do Brasil

O evento organizado pela Associação dos Comerciantes de Queijos Artesanais Brasileiros aconteceu no final de outubro, em SP

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10 NOV 2017Por Nilson Regalado11h30
Foto: Divulgação

Cinco queijos feitos com leite de búfala em Sete Barras e Jacupiranga, no Vale do Ribeira, conquistaram medalhas de ouro, prata e de bronze no III Prêmio Queijos do Brasil. O evento organizado pela Associação dos Comerciantes de Queijos Artesanais Brasileiros aconteceu no final de outubro, em SP, e teve a participação de 405 queijos de 15 estados do País. Os rótulos premiados foram o Pai do Mato, o Bola e o Vale do Ribeira, da Fazenda Santa Helena, que produz até queijos curados na cachaça de cataia, fruto tradicional de Iguape, Cananeia e Ilha do Cardoso.

Segundo Pedro Paulo Delgado, criador dos queijos, o segredo do sucesso é o fato de os animais da Fazenda Santa Helena serem “felizes e bem tratados”. O pecuarista entende que transformar um simples queijo em obra de arte só é possível em um “laticínio aonde trabalham seres felizes e satisfeitos”. Só assim a iguaria “alimenta e satisfaz seres que ficam felizes e satisfeitos”.

No concurso o júri procurou valorizar as regionalidades brasileiras. E essa alquimia, que acontece dia após dia, chova ou faça sol, 365 dias no ano, sem folga, começa antes de o dia clarear e demora até 12 meses para ficar pronta.

Nessa toada de dedicação ao trabalho, inspiração criativa, amor e respeito pelos animais, surgem preciosidades como o gaúcho Sopro do Minuano, produzido nas altitudes supremas dos Campos de Cima da Serra; o Coalho do Seridó, legítimo representante dos sabores e aromas do sertão do Rio Grande do Norte; o Madrugada, feito com leite de cabra no Interior do Sergipe; além do refinado Gran Paladare, produzido no oeste catarinense com leite de ovelhas da raça francesa lacaune.

Paulistas de Itapetininga, o Tropeiro e o Giramundo, da Fazenda Santa Luzia, são feitos com leite de vacas da raça suíça simental. A queijaria integra o Caminho do Queijo Artesanal Paulista, iniciativa de dez pequenos produtores criada neste ano para valorizar a produção no Estado. Também mereceram destaque queijos maturados junto ao café, em Amparo, e o de cabra Flor de Jabuticaba, de Joanópolis, na Serra da Mantiqueira paulista.

Mas, é claro que os mineiros tiveram grande destaque. Os queijeiros Guilherme Ferreira e Diego Martins, que têm no currículo importantes medalhas em concursos realizados na França, brindaram os jurados com o Provolone da Caverna, feito na tradicional região queijeira da Serra da Canastra, que teve vários rótulos premiados em SP nos últimos três anos.

Também mineiros, os queijos de Alagoa (Serra da Mantiqueira), Carrancas (Campo das Vertentes) e Araxá (Alto Paranaíba) também levaram medalhas.

Cada queijo recebeu um parecer após avaliação dos jurados, divididos em dois grupos: técnico e gustativo. Foram avaliados textura e sabor, aparência e aroma, além da possibilidade de harmonização em receitas gastronômicas.

Menos poluição...
O governo decidiu antecipar em um ano o aumento na mistura de biodiesel no diesel convencional. A ideia é adotar 10% de biocombustível já em março de 2018. A proposta foi levada ontem ao Conselho de Política Energética. Hoje, o combustível de caminhões, ônibus e tratores tem 8% de biodiesel.

...e menos importação!
Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Óleos Vegetais, se a mistura passar para B10, o biodiesel representará economia de US$ 3,2 bi na importação de diesel fóssil.
Alimento, nutrição e saúde

O Programa de Pós-Graduação Alimentos, Nutrição e Saúde da Universidade Federal de SP está com inscrições abertas até hoje para o mestrado. Foram abertas 20 vagas para 2018. A prova será realizada no dia 27, na unidade central da Unifesp, na rua Silva Jardim, 136, em Santos.

Mandioca ladeira acima
A mandioca fechou outubro valendo 36% mais do que há um ano, após nove semanas consecutivas de aumento nos preços. Os dados são do Cepea/USP.