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Economia

Centrão manobra para obter perdão de R$ 17 bi em dívidas dos fazendeiros

A bancada ruralista no Congresso Nacional se articula, na calada da noite, para defender seus interesses, em prejuízo da sociedade

Nilson Regalado

Publicado em 20/08/2018 às 12:31

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O privilégio concedido ao agronegócio reforça a impressão de que o setor controla o País / Jonas Oliveira/ANPr

A bancada ruralista no Congresso Nacional se articula, na calada da noite, para defender seus interesses, em prejuízo da sociedade. Num momento em que os investimentos federais em educação e saúde estão congelados, sob o império da Emenda Constitucional 95/2016 (Teto dos Gastos), deputados e senadores aprovaram o perdão de R$ 17,1 bilhões em dívidas de fazendeiros. 

A intenção inicial da Medida Provisória 842, era conceder perdão de “apenas” R$ 1,6 bilhão a agricultores familiares prejudicados pela seca do Nordeste e intempéries na Amazônia, mas os efeitos foram alterados no Congresso Nacional para beneficiar o agronegócio também.

Além de recriar um benefício que já havia sido aprovado pelo Congresso em 2017 e vetado por Michel Temer em janeiro, a manobra constitui um claro convite para o calote fiscal, ao permitir que o desconto da dívida seja estendido a compromissos que vencem até 31 de dezembro de 2018.

A concessão desse perdão implicará cortes de valor correspondente de outras despesas, inclusive em áreas que dependem criticamente de recursos públicos para atender a população. O privilégio concedido ao agronegócio reforça a impressão de que o setor controla o País. 

Xô, satanás...
As vendas de refrigerantes nos EUA diminuíram US$ 1,2 bilhão nos últimos cinco anos, de acordo com o Susquehanna Financial Group. Já as vendas de águas aromatizadas aumentaram US$ 1,4 bilhão no mesmo período, segundo a empresa de pesquisa de mercado IRI.
 
...tá amarrado!
O motivo dessa mudança de comportamento é a consciência de que os refrigerantes causam obesidade e diabetes. O problema é que isso se reflete nas exportações brasileiras de açúcar. O preço dessa commodity vem derretendo no mercado internacional... 
 
Melão ecológico do Ceará,..
O melão amarelo que sai da região entre as cidades de Jaguaribe e Açu, no Ceará, deixa na atmosfera a metade da quantidade de gases de efeito estufa que a liberada pelo melão do tipo italiano cultivado na região da Sicília, Itália. O Ceará é o principal produtor de melão na América Latina e a Sicília uma das referência mundiais na fruta.
 
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Outros importantes produtores mundiais apresentam quantidades similares ou até mais emissões que as registradas no Sul da Itália. Os dados foram calculados durante um amplo estudo de eficiência ambiental da cultura, realizado dentro de fazendas produtoras do polo Jaguaribe-Açu, pela rede Repensa Melão - um consórcio que reuniu instituições de pesquisa e representantes do setor produtivo. 
 
O futuro dos oceanos e...
Realizado pelo Instituto Oceanográfico da USP, o São Paulo School of Advanced Science on Ocean Interdisciplinary Research and Governance contará com a participação de Jake Rice, Membro do grupo de especialistas da Avaliação Mundial dos Oceanos da ONU. O evento vai até sábado, no Instituto de Estudos Avançados da USP.
 
...a Biologia Marinha na USP
Rice também é especialista em ecologia e biologia marinha, conselheiro e cientista-chefe do Departamento de Pesca e Oceanos do Canadá e uma das maiores referências no estudo da acidicação dos oceanos a partir da crescente absorção de dióxido de carbono pelas águas do mar.
 
A saideira!
Termina neste domingo (19/08) o 36º Festival da Cachaça, Cultura e Sabores de Paraty, no litoral sul (e caiçara) do Rio de Janeiro. Não há cachaça boa, o nível é de excelente para cima, mantendo a tradição multissecular do território que viu sua primeira alambicada lá pelos idos de 1600...

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