Os dados do programa indicam predominância feminina na titularidade do Bolsa FamÃlia / Agencia GOV/Divulgação
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O Bolsa FamÃlia, principal programa de transferência de renda do paÃs, voltou a movimentar cifras bilionárias em fevereiro de 2026. Neste mês, o governo federal destinou cerca de R$ 13 bilhões para atender 18,84 milhões de famÃlias em todos os 5.570 municÃpios brasileiros.
Apesar de o valor médio nacional do benefÃcio estar em R$ 690,01 por famÃlia, alguns estados registraram pagamentos superiores a R$ 718, principalmente na Região Norte, onde o programa concentra famÃlias em situação de maior vulnerabilidade.
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Entre os estados que apresentam os maiores valores médios pagos à s famÃlias, destacam-se:
Roraima: R$ 743,97
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Amapá: R$ 734,64
Amazonas: R$ 723,35
Pará: R$ 719,83
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Acre: R$ 719,36
Maranhão: R$ 709,89
Os números mostram que a Região Norte lidera em valor médio por famÃlia, com aproximadamente 2,43 milhões de beneficiários e investimento federal que ultrapassa R$ 1,75 bilhão no perÃodo.
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O cálculo do Bolsa FamÃlia não é igual para todas as famÃlias. O valor final depende de critérios sociais e demográficos, como:
Estados da Região Norte costumam concentrar mais famÃlias com crianças na primeira infância e maior vulnerabilidade social, o que eleva o valor médio recebido.
Embora o Norte lidere em valores médios, o Nordeste continua sendo a região com maior número de famÃlias atendidas pelo programa.
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O panorama regional de fevereiro mostra:
Nordeste: 8,79 milhões de famÃlias
Sudeste: 5,33 milhões
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Norte: 2,43 milhões
Sul: 1,27 milhão
Centro-Oeste: cerca de 991,6 mil famÃlias
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A distribuição evidencia o papel do programa como ferramenta de redução da pobreza e estÃmulo à economia local.
O valor base do Bolsa FamÃlia é de R$ 600, mas benefÃcios adicionais podem elevar significativamente o total recebido pelas famÃlias.
Um dos principais complementos é o BenefÃcio Primeira Infância, que paga R$ 150 por criança de até seis anos. Em fevereiro, cerca de 8,3 milhões de crianças recebem esse adicional, com investimento estimado em R$ 1,2 bilhão.
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Também existem benefÃcios complementares de R$ 50, destinados a:
Esses adicionais ajudam a explicar por que algumas famÃlias recebem valores bem acima da média nacional.
O programa também possui mecanismos para evitar que beneficiários percam imediatamente o auxÃlio ao aumentar a renda.
A chamada Regra de Proteção permite que famÃlias permaneçam no Bolsa FamÃlia por até 12 meses, recebendo 50% do benefÃcio, desde que a renda per capita continue dentro do limite estabelecido.
A medida busca evitar o chamado efeito desestÃmulo, quando trabalhadores recusam empregos formais por medo de perder o benefÃcio.
Os dados do programa indicam predominância feminina na titularidade do Bolsa FamÃlia. Cerca de 84,38% dos responsáveis familiares são mulheres, o que representa aproximadamente 15,8 milhões de beneficiárias.
A priorização feminina segue evidências de estudos sociais que apontam maior probabilidade de que recursos recebidos por mulheres sejam destinados à alimentação, educação e saúde dos filhos.
Os depósitos do benefÃcio são realizados de forma escalonada, conforme o último dÃgito do Número de Identificação Social (NIS).
O calendário de fevereiro de 2026 foi organizado da seguinte forma:
NIS final 1: 12 de fevereiro
NIS final 2: 13 de fevereiro
NIS final 3: 18 de fevereiro
NIS final 4: 19 de fevereiro
NIS final 5: 20 de fevereiro
NIS final 6: 23 de fevereiro
NIS final 7: 24 de fevereiro
NIS final 8: 25 de fevereiro
NIS final 9: 26 de fevereiro
NIS final 0: 27 de fevereiro
Os valores são depositados de preferência em contas digitais da Caixa, que podem ser acessadas pelo aplicativo Caixa Tem.
Além da importância social, o Bolsa FamÃlia também exerce forte impacto econômico. Com R$ 13 bilhões injetados na economia apenas em fevereiro, o programa contribui para:
Em muitos municÃpios pequenos, os recursos transferidos pelo programa representam parte significativa da renda que circula na economia local.