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Economia

Banco Central sinaliza novo corte na Selic na reunião de fevereiro

A autoridade monetária frisou, entretanto, que a decisão estará sujeita ao andamento da conjuntura macroeconômica

O Banco Central indicou, em seu comunicado sobre a decisão de cortar os juros básicos em 0,5 ponto, para 7% ao ano, que deve voltar a reduzir os juros em 0,25 ponto percentual na próxima reunião / Divulgação/Banco Central do Brasil

O Banco Central indicou, em seu comunicado sobre a decisão de cortar os juros básicos em 0,5 ponto, para 7% ao ano, que deve voltar a reduzir os juros em 0,25 ponto percentual na próxima reunião, em fevereiro.

A autoridade monetária frisou, entretanto, que a decisão estará sujeita ao andamento da conjuntura macroeconômica, como a reforma da Previdência, para cuja aprovação ainda em 2018 o governo tenta reunir votos.

"Para a próxima reunião, caso o cenário básico evolua conforme o esperado, e em razão do estágio do ciclo de flexibilização, o Comitê vê, neste momento, como adequada uma nova redução moderada na magnitude de flexibilização monetária", afirmou o Copom (Comitê de Política Monetária do BC) em seu comunicado, divulgado nesta quarta-feira (6).

O Copom disse que esse cenário de redução dependerá mais do que nas reuniões anteriores da "evolução do cenário e seus riscos". "Para frente, o Comitê entende que o atual estágio do ciclo recomenda cautela na condução da política monetária", disse o BC no documento.

Para Mauricio Molon, economista-chefe do Santander, a decisão veio em linha com o esperado pelo mercado.

"É uma sinalização que o BC vai moderar ainda mais o ritmo de afrouxamento, para 6,75%. Acreditamos que não irá além disso, porque estamos otimistas com a recuperação da economia, mas os juros devem permanecer baixos por um longo prazo, com as condições favoráveis de inflação e com a capacidade ociosa da indústria ainda elevada."

Na avaliação do economista, a magnitude do corte na reunião de fevereiro do ano que vem dependerá da aprovação ou não da reforma da Previdência, entre outros fatores.

"É capaz de ter gente no mercado apostando em um corte de 0,50 ponto percentual se a reforma for aprovada", declarou.

Na avaliação de Eduardo Velho, economista-chefe do Banestes (Banco do Estado do Espírito Santo), o comunicado sinalizou que há espaço, dentro do modelo do BC, para queda de juros.

"Mas o Copom deixou claro que quer esperar, por exemplo, o cenário da aprovação da Previdência. Não quer dizer que a não aprovação resultará em manutenção dos juros. Mas se aprovar, dá para até manter uma queda de 0,5 ponto."

TEMER

Em vídeo, o presidente Michel Temer afirmou que a queda dos juros força uma diminuição também das taxas para financiamentos de imóveis e carros.

"É em beneficio do consumidor e de quem vive do trabalho", afirmou.

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