Conheça um pouco da história das Irmãs da Toca de Assis

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27 MAR 201414h22

“Desde criança, sempre participei das atividades da Igreja. Fui coroinha e participei de grupo de jovens. Com 15 anos, fui a uma missa e vi homens e mulheres com essa roupa marrom. Quis conhecer o trabalho deles e eles me convidaram para uma pastoral de rua. Foi ali que conheci a Irmã Pacífica e senti o chamado. Foi um dia muito especial, em 1998. Passei por uma experiência de três meses com as irmãs em 2000, até me consagrar. Minha família ficou feliz com a minha escolha, apesar de ficarem tristes por minha ausência. Tenho três irmãos e somos muito unidos, temos quase a mesma idade. Foi difícil para eles. Mas hoje, tenho férias uma vez por ano de 20 dias e posso visitá-los, além de poder ligar sempre que quiser. Em todos estes anos de Toca de Assis já passei por muitos lugares até chegar a Santos: Campinas, Rio de Janeiro, Sorocaba, Tatuapé, Teresina, Portugal, Aracaju e Recife. Há dois anos trabalho em Santos”.

Irmã Bernadete

“Não era muito de ir à Igreja. Tinha 20 anos quando recebi o chamado. Já namorava a quatro anos e meio e já pensava em me casar. No dia do meu chamado, estava me preparando para festejar o carnaval com os amigos. Gostava de beber, ir para à balada e me divertir. Mas senti que precisava ir em um retiro de carnaval, entrei em um processo de conversão e senti um desejo muito forte de ter uma vida consagrada. Com 21 anos, conheci a Toca e, seis meses depois, já estava me preparando para me tornar Irmã. São 11 anos de vida consagrada. Sai de Orlândia, no interior de São Paulo, para viver de estado em estado ajudando o próximo e adorando ao Senhor. Alguns amigos acham esquisito a minha escolha, mas com outros tenho contato até hoje. Não consigo mais me ver lá fora, como vivia antes”.

Irmã Berenice

“Tudo começou aos 23 anos quando participei de um encontro de uma semana com franciscanos e me compromete com Deus. Depois do encontro ficou um vazio no meu coração. O meu namorado também sumiu do meu coração. Então, me determinei a procurar o que completaria o meu vazio. Sempre quis ir além no meu futuro, mas precisava de algo que me impulsionasse. Sempre busquei isso em um homem perfeito, sempre quis viajar e desbravar o mundo, mas ainda não era isso que me preencheria. Em 2003, encontrei a Toca e escutei o chamado de Deus: ‘Vem ser minha esposa’. Foi então que fiz essa mudança radical na minha vida. Sai de casa, deixei minha família em Povoado da Cruz, em Rio Grande do Norte, deixei meu emprego garantido (era funcionária pública) e fui. Tive um ano para me preparar. Antes, me questionava: será que eu vou conseguir usar aquela roupa? Como vou viver sem dinheiro ou sem ir para onde eu quiser ir? Eu era muito vaidosa. Mas Deus tinha algo para mim e ia sentindo que as coisas materiais não me fariam falta. Minha alma foi ansiando por cada etapa. Precisava transformar a minha personalidade para contribuir com os planos de Deus. É dizer “sim” todo dia. Minha família me respeitou. Minhas irmãs não entenderam muito no começo, perguntavam quem ia ficar com os meus pais, mas depois aceitaram. Hoje, sou muito feliz com minha escolha. Eu amo a minha família, mas o chamado de Deus é mais forte”.

Irmã Maria Regina