O achado na Bacia do Araripe muda o que sabemos sobre a evolução / Reprodução/Youtube
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Imagine um réptil voador que se alimentava como se fosse uma baleia moderna, filtrando água. Essa é a principal característica do Bakiribu waridza, nova espécie de pterossauro descoberta recentemente no Brasil.
Os pesquisadores encontraram os restos na Bacia do Araripe, datados de 110 milhões de anos atrás. Ele representa um marco, sendo o primeiro pterossauro filtrador tropical identificado pela ciência em todo o planeta.
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O Bakiribu usava sua mandíbula repleta de dentes finos para peneirar a comida na água. Ele provavelmente capturava pequenos siris e camarões enquanto sobrevoava ou pousava em lagunas antigas da região nordestina.
Com mais de cem dentes de cada lado, sua boca funcionava perfeitamente para essa tarefa complexa. Por isso, ocupava um nicho ecológico muito específico no ecossistema rico do antigo período Cretáceo.
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Os fósseis foram encontrados dentro de um regurgitálito, termo usado para descrever o vômito fossilizado de um predador. É provável que um dinossauro carnívoro ou um pterossauro maior tenha ingerido o animal naquele período.
Os fragmentos estavam guardados em um museu e foram analisados por especialistas do Grupo Santana. O estudo, publicado na revista Scientific Reports, detalha como esses animais acabaram sendo preservados de forma tão inusitada.
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Esse novo pterossauro altera a compreensão sobre a distribuição geográfica dessas espécies antigas. Primeiramente, demonstra que o grupo era capaz de se adaptar a climas muito distintos ao redor do globo.
Além disso, a pesquisa preenche lacunas importantes na história evolutiva dos vertebrados voadores. Sem dúvida, o Nordeste brasileiro continua surpreendendo o mundo com sua enorme riqueza de fósseis e dados científicos.
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