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Nova espécie brasileira de 110 milhões de anos é descoberta em 'vômito' fóssil

Os pesquisadores encontraram os restos na Bacia do Araripe, datados de 110 milhões de anos atrás

Agência Diário

Publicado em 02/02/2026 às 20:43

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O achado na Bacia do Araripe muda o que sabemos sobre a evolução / Reprodução/Youtube

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Imagine um réptil voador que se alimentava como se fosse uma baleia moderna, filtrando água. Essa é a principal característica do Bakiribu waridza, nova espécie de pterossauro descoberta recentemente no Brasil.

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Os pesquisadores encontraram os restos na Bacia do Araripe, datados de 110 milhões de anos atrás. Ele representa um marco, sendo o primeiro pterossauro filtrador tropical identificado pela ciência em todo o planeta.

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Há mais de 110 milhões de anos, um dinossauro teve um fim nada nobre para sua refeição: após engolir dois pequenos pterossauros, acabou vomitando os restos. Com o passar do tempo, esse material se fossilizou e, milhões de anos depois, ajudou cientistas a identificar uma espécie inédita de pterossauro no Brasil / Julio Lacerda/Reprodução
Há mais de 110 milhões de anos, um dinossauro teve um fim nada nobre para sua refeição: após engolir dois pequenos pterossauros, acabou vomitando os restos. Com o passar do tempo, esse material se fossilizou e, milhões de anos depois, ajudou cientistas a identificar uma espécie inédita de pterossauro no Brasil / Julio Lacerda/Reprodução
O bloco fossilífero apresenta, em conjunto, os vestígios preservados de Bakiribu waridza, permitindo aos pesquisadores analisar a disposição original dos ossos, o estado de conservação e o contexto geológico do achado, fundamentais para estudos anatômicos e paleoambientais / Aline Ghilardi/Divulgação
O bloco fossilífero apresenta, em conjunto, os vestígios preservados de Bakiribu waridza, permitindo aos pesquisadores analisar a disposição original dos ossos, o estado de conservação e o contexto geológico do achado, fundamentais para estudos anatômicos e paleoambientais / Aline Ghilardi/Divulgação
A recuperação ambiental da Formação Romualdo destaca a importância da preservação de um dos mais relevantes sítios geológicos e paleontológicos do Brasil. A iniciativa busca proteger o ecossistema, valorizar o patrimônio natural e garantir que futuras gerações possam conhecer e estudar esse registro único da história da Terra / PaleoGeekSquared/Wikimedia Commons
A recuperação ambiental da Formação Romualdo destaca a importância da preservação de um dos mais relevantes sítios geológicos e paleontológicos do Brasil. A iniciativa busca proteger o ecossistema, valorizar o patrimônio natural e garantir que futuras gerações possam conhecer e estudar esse registro único da história da Terra / PaleoGeekSquared/Wikimedia Commons
O crânio do Pterodaustro revela uma disposição semelhante de dentes longos e em forma de pente, característica ligada ao hábito alimentar por filtragem. Diferentemente de espécies aparentadas, essa estrutura estava presente apenas na mandíbula inferior / ken2077 / Wikimedia Commons
O crânio do Pterodaustro revela uma disposição semelhante de dentes longos e em forma de pente, característica ligada ao hábito alimentar por filtragem. Diferentemente de espécies aparentadas, essa estrutura estava presente apenas na mandíbula inferior / ken2077 / Wikimedia Commons
A ilustração apresenta uma reconstrução artística e científica do Pterodaustro, pterossauro aparentado a espécies conhecidas da Formação Romualdo. A imagem busca representar, de forma especulativa, o comportamento, a anatomia e o ambiente em que esses animais teriam vivido, com base em evidências fósseis e estudos comparativos / Connor Ashbridge/Wikimedia Commons
A ilustração apresenta uma reconstrução artística e científica do Pterodaustro, pterossauro aparentado a espécies conhecidas da Formação Romualdo. A imagem busca representar, de forma especulativa, o comportamento, a anatomia e o ambiente em que esses animais teriam vivido, com base em evidências fósseis e estudos comparativos / Connor Ashbridge/Wikimedia Commons

Anatomia voltada para a filtragem

O Bakiribu usava sua mandíbula repleta de dentes finos para peneirar a comida na água. Ele provavelmente capturava pequenos siris e camarões enquanto sobrevoava ou pousava em lagunas antigas da região nordestina.

Com mais de cem dentes de cada lado, sua boca funcionava perfeitamente para essa tarefa complexa. Por isso, ocupava um nicho ecológico muito específico no ecossistema rico do antigo período Cretáceo.

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Veja também: Pesquisadores fazem descobertas históricas e mudam para sempre a história dos dinossauros.

Descoberta a partir de restos

Os fósseis foram encontrados dentro de um regurgitálito, termo usado para descrever o vômito fossilizado de um predador. É provável que um dinossauro carnívoro ou um pterossauro maior tenha ingerido o animal naquele período.

Os fragmentos estavam guardados em um museu e foram analisados por especialistas do Grupo Santana. O estudo, publicado na revista Scientific Reports, detalha como esses animais acabaram sendo preservados de forma tão inusitada.

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Veja também: Cientistas encontram pegadas de dinossauros na Amazônia brasileira em descoberta espantosa.

O valor histórico do achado

Esse novo pterossauro altera a compreensão sobre a distribuição geográfica dessas espécies antigas. Primeiramente, demonstra que o grupo era capaz de se adaptar a climas muito distintos ao redor do globo.

Além disso, a pesquisa preenche lacunas importantes na história evolutiva dos vertebrados voadores. Sem dúvida, o Nordeste brasileiro continua surpreendendo o mundo com sua enorme riqueza de fósseis e dados científicos.

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