Ficar pelado em casa pode aumentar bem-estar e conforto, desde que seja uma escolha segura e respeitosa / Banco de imagens
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Em casa, ficar pelado pode parecer apenas conforto. Mas pesquisas sobre naturismo sugerem que a nudez voluntária também pode mexer com autoestima e com a maneira como a pessoa se enxerga no dia a dia.
Os estudos apontam que experiências de nudez em contextos sem julgamento se associam a melhor imagem corporal, mais autoestima e maior satisfação com a vida. O efeito tende a aparecer quando a nudez não é forçada.
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Isso ajuda a entender por que, para algumas pessoas, tirar a roupa em casa funciona como um exercício de aceitação: o corpo vira algo comum, e não um problema a ser escondido ou corrigido o tempo todo.
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Pesquisas ligam atividades naturistas a melhora de imagem corporal e autoestima. Em termos práticos, a pessoa passa a se sentir menos em guerra com o próprio corpo e mais satisfeita com a própria presença.
Intervenções estruturadas baseadas em nudez mostraram ganhos duradouros em autoestima e satisfação com a vida, inclusive em pessoas que não eram naturistas e começaram com baixa autoestima.
A nudez em contextos relativamente seguros tende a diminuir a “ansiedade física social”, aquela tensão de imaginar que o corpo está sendo medido e julgado. Quando esse medo cai, a apreciação corporal cresce.
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Isso aparece em experiências presenciais e também em relatos de exposição controlada por tela. A lógica pode ser trazida para casa: notar o corpo sem autocrítica ajuda a tirar o peso do “deveria ser”.
Em amostras grandes, participar mais de atividades naturistas se associou a maior satisfação com a vida. A explicação passa por autoestima e imagem corporal, que influenciam segurança, humor e relações.
Em um programa de poucos dias com atividades nuas, os ganhos de bem-estar se mantiveram semanas depois. Isso sugere que a experiência pode reorganizar a forma como a pessoa se trata.
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Quando estudos compararam homens e mulheres, não surgiram diferenças relevantes: redução de ansiedade com o corpo e aumento de apreciação corporal aparecem de forma semelhante, desde que o contexto seja seguro.
Por isso, a nudez não é uma prática “de gênero”. Ela funciona como experiência de exposição sem julgamento, e isso depende mais de limites pessoais, cultura e ambiente do que de identidade.
Mesmo com foco psicológico, alguns efeitos físicos são plausíveis: menos roupa significa menos calor e menos atrito em regiões sensíveis. Para quem transpira muito, isso pode reduzir incômodos no cotidiano.
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Além disso, a casa pode ser um espaço de segurança e controle do próprio corpo. Para algumas pessoas, sentir esse domínio ajuda a construir a sensação de estar confortável na própria pele.
A nudez em casa tende a ajudar quando é livremente escolhida, sem coerção e sem ligação com abuso. Se vira imposição, ela perde o caráter de conforto e pode virar fonte de ansiedade.
Se há outras pessoas, vale a regra do consentimento. Com crianças, o essencial é evitar qualquer sexualização e manter um ambiente de respeito, com limites claros para que todos se sintam seguros.
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